domingo, 18 de março de 2012

Proibição do crucifixo no Judiciário estarrece RS

A retirada de crucifixos de salas do Judiciário gaúcho, decidida na semana passada, causou controvérsia pelo Estado e já desperta reações, da igreja ao meio político.

Dois desembargadores declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso.

No último dia 6, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e mandou tirar os crucifixos de todas as salas da Justiça do Estado.

O desembargador que relatou o caso argumentou que a presença do objeto religioso pode levar o julgador a não ficar de modo "equidistante" dos valores em conflito.

Cidadãos comuns e a Associação de Juristas Católicos mandaram representações ao tribunal solicitando a reconsideração da medida.

O arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, disse que a atitude não foi democrática. Anteontem, Grings se encontrou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Brossard, também crítico da decisão, e conversou sobre o assunto.

Em artigo, Brossard citou a medida como sinal de "tempos apocalípticos".

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) disse que irá enviar representação ao Conselho Nacional de Justiça contra a medida e prometeu levar o debate ao Congresso.

Um dos desembargadores que se opõem à decisão, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura não é a instância adequada para tratar do assunto e que a separação entre Igreja e Estado não é absoluta no país.

"A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem referência à divindade. Cristo, no âmbito do Judiciário, representa a Justiça", diz.

(Fonte: Folha.com)

ANTECEDENTES

A Justiça do Rio Grande do Sul acatou pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado, noticiou a Folha.com, (06/03/2012).

O Tribunal de Justiça gaúcho considerou que a presença do objeto nos fóruns e na sede do Judiciário pode ir contra princípios constitucionais de um Estado laico.

Como se tirar os crucifixos não fosse um ato ele próprio caraterizador de uma posição religiosa anti-cristã reconhecida em séculos de história brasileira e dos países europeus que contribuiram a modelar cultural e juridicamente o Brasil.

O relator do caso, desembargador Cláudio B. Maciel, afirmou em seu voto que um julgamento feito em uma sala onde há um “expressivo símbolo” de uma doutrina religiosa não é a melhor forma de mostrar que o julgador está “equidistante” dos valores em conflito.

Mas quando o julgador baniu o expressivíssimo símbolo da cultura e do Direito ocidental também não se mostra mais equidistante. Antes bem, séculos de história do direito falam em sentido contrário.

A presença de símbolos cristãos em prédios públicos é objeto de campanha cristofóbica no mundo inteiro e especialmente no Brasil após a aprovação do PNDH-3 pelo então presidente Lula.

Antes mesmo, em 2009, em São Paulo, o Ministério Público Federal negou o pedido de retirada de crucifixos de edifícios federais.

A juíza responsável em primeira instancia considerou “natural” a exibição do objeto em um país de “formação histórico-cultural cristã”.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Itália por manter símbolos religiosos em salas de aula. Mas o despropósito jurídico foi revertido por instancia superior, de modo definitivo.








terça-feira, 13 de março de 2012

Não devemos nada ao feminismo, diz jovem filósofa

Não trouxeram a liberdade

Na coluna “Tendências / Debates”, da Folha de S. Paulo (08.03.12), a jovem filósofa especialista em Renascença e mestre em ciências da religião pela PUC-SP Talyta Carvalho defendeu verdades que poucos tem a coragem de afirmar em alto e bom som.

Eis alguns tópicos de seu corajoso e clarividente artigo:

O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?

Explico-me.

Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, exceto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.

Ilude-se quem pensa que na academia há um ambiente propício à liberdade de pensamento.

Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei “lutar” contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário.

A batalha mesmo é contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da “questão de gênero” uma bandeira.

Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada.

Outro direito que a mulher do século 21 não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos — recomendo, sobre a questão, os livros Feminist Fantasies, de Phyllis Schlaffly, e Domestic Tranquility, de F. Carolyn Graglia.

O direito a ser feminina: um grande esquecido.
A rainha Maria Antonieta recebe flores de uma camponesa.
Joseph-Marie Caraud (1821-1905)
Na esfera econômica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe.

Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam “qual a sua ocupação?”.

A resposta “sou só dona de casa e mãe” já revela o alto custo sóciopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.

O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas.

A nova geração deve debater esses dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.

De minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Reforma do Código Penal: audiência frustrada

Para quinta-feira, dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, estava agendada a realização de uma audiência pública em Brasília para se discutir o ante-projeto de reforma do Código Penal. Esta proposta de reforma, é tão-somente mais uma tentativa de se introduzir sorrateiramente o aborto no Brasil.

Graças à mobilização dos pró-vida, que se fizeram maciçamente presentes, a audiência foi cancelada. Os inimigos da civilização perceberam que não teriam maioria para vender ao Parlamento a sua visão torpe de mundo como se fosse um legítimo anseio popular.

É possível que tal audiência seja realizada hoje (sexta-feira, nove de março de 2012), de modo que pedimos a todos os brasileiros que continuem mobilizados. Foi indubitavelmente uma vitória para nós: os abortistas perderam o “simbolismo” da data e nós ganhamos mais tempo para nos manifestar. Demos graças a Deus.

O cel. Paes de Lira traz maiores detalhes no vídeo abaixo:



Continuemos em vigília e em oração por esta causa tão importante! Supliquemos sem cessar à Virgem Santíssima que Se compadeça de nós e nos poupe desta infâmia. Que Ela livre o Brasil da maldição do aborto.



domingo, 11 de março de 2012

Bispos católicos da Inglaterra se opõem à legalização do 'casamento' homossexual

Os bispos católicos manifestaram sua profunda preocupação em uma carta para ser lida em todas as paróquias no domingo, 11 de março.

“Mudar a definição legal de casamento seria um passo profundamente radical. As conseqüências de tal mudança devem ser levadas muito a sério”, escrevem eles, argumentando:

“A mudança na lei de forma gradual e permanente transformam a compreensão da sociedade sobre a finalidade do casamento. Isto reduziria a apenas um compromisso entre duas pessoas envolvidas. Não seria mais reconhecimento da complementaridade entre homem e mulher ou a intenção de casamento para a procriação e criação da criança”.

“As raízes da instituição do casamento estão enraizadas na nossa natureza”, eles nos lembram, notando que “nem a Igreja nem o Estado tem o poder de mudar esta compreensão fundamental do próprio casamento”.

Confrontado com as razões dadas pelo governo para essa mudança – Igualdade e discriminação – os bispos em atenção que a lei atual inglesa “não discrimina de forma injusta quando alguém pergunta a um homem e uma mulher para o casamento. Ele simplesmente reconhece e protege a natureza distinta do casamento”.

Enquanto isso, a associação católica Vozes publicou um levantamento mostrando que sete em cada dez britânicos acreditam que o casamento deve continuar a ser definido como a união ao longo da vida entre um homem e uma mulher. Mais de oito em cada dez acreditam que as crianças têm uma chance melhor na vida, se forem criados por seus pais biológicos.

“Nossa pesquisa mostra que o governo não tem mandato para alterar uma instituição que é a base da nossa sociedade, diz Austen Ivereigh de Vozes católicas. [...] Esta pesquisa é um aviso claro para o governo que vai contra a opinião pública sobre esta questão”.



Nova ministra do governo Dilma: feminista, abortista, aborteira e lésbica?

Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres,
Eleonora Menicucci, na posse no Planalto.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom-ABR
De acordo com matéria publicada no site da Revista Veja (íntegra aqui), a nova ministra da Mulher, Eleonora Menicucci, confessa que já treinou abortos por sucção mesmo não sendo médica. Mais: ela se diz avó, mas também pró aborto.

As revelações foram feitas em 2004, enquanto a então professora de sociologia dava uma entrevista a uma jovem chamada Joana Maria.

A agora ministra diz coisas tão terríveis, que qualquer pessoa com um pouco de dignidade, temor a Deus e defensora da vida, ficará estarrecida.

“DILMA ROUSSEFF NOMEOU PARA O MINISTÉRIO DAS MULHERES uma senhora que defende que o aborto seja uma prática quase doméstica, sem o concurso dos médicos. Por isso ela própria, uma leiga, foi fazer um ‘treinamento’”. (sic)

Leia alguns trechos da entrevista e, aproveite para acender aqui a Vela de Reparação ao Autor da vida, para deixar registrado que você é contra o aborto.
Eleonora - Dois anos aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana - Certo.
Eleonora - O Coletivo nós críamos em 95.
Joana - Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora - Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana - Aprendia a fazer aborto?
Eleonora - Com aspiração AMIU (Aspiração Manual Intra-Uterina).
Joana - Com aquele…
Eleonora - Com a sucção.
Joana - Com a sucção. Imagino.
Eleonora - Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana - é que as pessoas se auto-fizessem!
Eleonora – Auto capacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana - Claro!
Eleonora - Lidar com o aborto.
Joana - Claro!.
Eleonora - Então vieram duas feministas que eram clientes, usuárias do Coletivo, as quais fizeram o primeiro auto-exame comigo. Então é uma coisa muito linda.
Joana - Hum.
Eleonora - Muito bonita! Descobrirem o colo do útero e…
Joana - Hum.
Eleonora - Ter uma pessoa que segura na mão.
Joana - Certo.
“Uma coisa muito linda” é assim que a nova ministra da Secretaria das Mulheres define essa prática abortiva.

Reze, reze muito para que o “reinado” dela não dure muito, pois alguém que acha lindo essas práticas que levam ao assassinato de bebês indefesos não merece estar num cargo tão importante como este.

Deixe registrada sua indignação acendendo a Vela da Vida.
Cada vela acesa representa um brasileiro que não aprova o aborto - depois pretendemos levar as assinaturas até as autoridades brasileiras para que elas saibam que a população não tolerará nenhuma lei que apóie o aborto.
Mas, para isso, precisamos de muito mais assinaturas. Então divulgue essa campanha entre todos aqueles que você puder.

Com a graça de Nossa Senhora, milhares de velas virtuais serão acesas e assim mostraremos a todos que defendem o aborto o quanto o Brasil repudia este ato tão inescrupuloso e covarde.

 

terça-feira, 6 de março de 2012

Maioria de fiéis acredita em anjos e demônios, mas púlpitos silenciam. Por quê?

Anjo tira do pecado e leva a Nossa Senhora

Para 77% dos adultos americanos, a existência e atividade dos anjos em torno dos homens é uma verdade muito real.

Foi o que revelou uma enquête da Associated Press e da GfK, após ouvir 1.000 pessoas no mês de dezembro.

Anjo, protetor contra o demônio. Simone Martin
Para 88% dos consultados, a fonte dessa convicção é a religião cristã, noticiou a agência CNSNews.

Mas a crença nos anjos é compartilhada pela maioria dos não cristãos.

Inclusive mais de quatro de cada 10 americanos que jamais assistem a um serviço religioso acreditam na existência dos espíritos, celestes ou infernais.

Análoga sondagem feita em 2006 constatou que 81% acreditavam na existência e ação dos anjos na Terra. A tendência para crer neles está aumentando.

Em maio de 2011, 92% dos adultos disseram ao Gallup que acreditavam em Deus.

Porém, 34% responderam a análoga enquête da Associated Press e da Ipsos dizendo que também acreditavam nos fantasmas e nos discos voadores, aliás muitas vezes ligados aos anjos infernais.

Diabo: único beneficiado com o silêncio
Contudo, se a gente fosse calcular a proporção de pregações dos púlpitos católicos sobre tão fundamental questão, o resultado seria provavelmente decepcionante.

Essa omissão pode ter efeitos trágicos no discernimento dos fiéis quanto à influência dos anjos bons e dos demônios.

Nessa confusão só o pai da mentira tira proveito.



domingo, 4 de março de 2012

Pretende-se reformar "na marra" o Código Penal para despenalizar o crime do aborto

No Tribunal de Justiça de São Paulo, o Prof. Hermes Rodrigues Nery
rebate sofismas que visam mudar o Código Penal para liberar o aborto


Hermes Rodrigues Nery
Coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté. Diretor-Executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto. Especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ

O nome não podia ser mais sugestivo: Salão dos Passos Perdidos. “Tenebroso”, comentei com José Roberto, que me acompanhou no início da tarde de 24 de fevereiro, até o local aonde começaram a aglomerar pessoas para a audiência pública que iria debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator ministro Gilson Dipp entregará ao Senado Federal, em 31 de maio próximo.

Sentamos na 6ª fileira e ficamos aguardando. Aos poucos, o imponente salão foi se enchendo de advogados, estudantes, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, magistrados, autoridades públicas, etc. E as feministas, muitas delas, por toda a parte, contentes com a recente nomeação da ministra Eleonora Menicucci.

Próximo de nós, sentaram-se alguns poucos pró-vidas, grupo minoritário que teria de se posicionar em meio às feras dilmistas: Dr. Hugo Barroso Uelze, de São Paulo; Adelice Godoy, de Campinas; Lorena Leandro, de Santos e Cel. Jairo Paes de Lira. E também Maria Célia Silva de Oliveira, Diogo Waki, Fernando Tossunian e Marcos Gregório Borges.

De 100 inscritos, apenas 5 se posicionaram em defesa da vida.

Todos os que se pronunciaram – a esmagadora maioria dos presentes – estavam afinados com o discurso abortista. Foi um massacre, uma avalanche implacável. Todos os argumentos abortistas foram discorridos.

Audiência afinada com militância abortista?
Cada inscrito tinha teoricamente 3 minutos para expor seu pensamento. Como a imensa maioria era de representantes de OnGs abortistas, cada uma delas (porque eram sempre as feministas que faziam uso da palavra) falavam três, quatro, cinco, e até dez minutos cada, beneficiadas pela generosidade da mesa condutora da audiência pública. Uma a uma foram avançando, cada vez mais com ousadia. E o tema do aborto prevaleceu.

Mais do que uma impressão, foi uma constatação: a audiência não foi para debater os tantos tópicos da reforma do Código Penal, mas para reunir todas as OnGs abortistas do País, todas juntas num único momento, para em voz uníssona, dizer ao relator do anteprojeto, que elas representavam a sociedade brasileira e queriam a legalização do aborto já.

Depois de 2 horas e meia de eufóricos e inflamados discursos pró-aborto, alguns deles em tom bem agressivo: “Ninguém vai nos impor a maternidade, somos donas do nosso próprio corpo!”

E os magistrados presentes corroboravam: “O nosso Código Penal tem que acompanhar os avanços da sociedade!”

Em seus impecáveis ternos e cabeleiras brancas, se sentiam gratificados com os aplausos efusivos das feministas. Eram homens bem-sucedidos, bem alinhados com a ideologia dos atuais donos do poder, muitos deles prestadores de serviços e até comissionados na administração pública.

E não foram poucos a lembrar que estamos no século 21, e a lei deve acompanhar a modernização dos tempos.

Das militantes abortistas saim gritos como “Abaixo o feto!”
A audiência pública foi uma overdose de apologia ao aborto como direito da mulher. A cada fala de uma delas, ouvia-se ressoar por todo o salão: “bravo! bravo!, viva!”, como num espetáculo de ópera.

Uma após outra foi discorrendo: “Queremos que substituam o termo ‘gestante’ por mulher”, pois a hora e a vez agora é da mulher, da sua total emancipação”.

E mais vivas ecoavam pelo plenário.

“… a libertação da mulher é o núcleo de toda atividade de libertação. Aqui se ultrapassou, por assim dizer, a teologia da libertação política com uma antropológica. Não se pensa apenas na libertação dos vínculos próprios ao papel da mulher, mas na libertação da condição biológica do ser humano”.(1)

A cada instante, ficava cada vez mais evidente a exiguidade de espaço para a afirmação da cultura da vida. Foi quando então, depois de muitas intervenções, o relator proferiu o meu nome, dando-me o uso da palavra. Afinal, eu estava inscrito e ele mesmo dissera no começo da audiência pública, que todos os que se inscreveram teria o direito de se pronunciar, no tempo de 3 minutos.

Assim que peguei o microfone, disse aos presentes de que depois de tantas exposições, enfim, teria de apresentar um posicionamento divergente. Ao que veio a primeira vaia.

“Mas, graças a Deus, estamos numa democracia! Não é assim sr. ministro?”, pois ouvimos todos eles, fiz o apelo para que respeitassem a nossa posição, em nome daquilo que eles tanto dizem apreciar: a liberdade de expressão.

Feito o pequeno preâmbulo e novamente em silêncio o plenário, tirei do meu paletó um bebê de 10 semanas, de gesso, e o ergui para a visão de todos ali presentes, indagando: “Quem defenderá o indefeso?"

Emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar o bebê de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal.


Quando entreguei a pequena imagem em gesso de um feto nas mãos dele, prossegui: “Gostaria que Vossa Excelência visse o rosto dele, como já com 10 semanas o bebê já tem um rosto, uma identidade. Já é um ser humano.”

E reforcei dizendo: “A vida deve ser protegida, amada e valorizada desde o seu início, na concepção, para que a proteção da vida seja de modo integral, para o bem de toda pessoa humana!”

E destaquei com ênfase: “O direito a vida é o primeiro e o principal de todos os direitos humanos”, pois “colocar o direito ao aborto no catálogo dos direitos humanos seria contradizer o direito natural à vida, que ocupa um dos postos mais importantes em tal catálogo e é um dos direitos fundamentais”.(2)

Ressaltei a constatação científica do início da vida humana com a concepção e a ardilosidade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, em ter recorrido ao argumento jurídico da teoria natalista (ancorado no positivismo de Hans Kelsen) para justificar a proteção do ser humano somente depois do seu nascimento, por causa do mutismo constitucional sobre o “desde quando” a vida deve ser amparada.

Meu pronunciamento portanto foi a de ser voz aos que não tem voz nem vez, aos que hoje estão sendo inteiramente desprezados e vítimas da pior de todas as violências, por aqueles que deveriam ser os primeiros a tutelá-los.

E então, lembrei ao senador Eduardo Suplicy, que estava sentado próximo ao senador Aloysio Nunes, dizendo que no México, 18 estados daquele País incluíram o direito a vida desde a concepção em suas constituições estaduais, cujas iniciativas foram validadas pela Suprema Corte mexicana. “Estamos trabalhando para fazer o mesmo na Constituição do Estado de São Paulo”.

Não foi possível então continuar a minha fala, porque esgotaram-se os três minutos exatos concedidos, enquanto que outras feministas tiveram tempo muito maior para repetir à exaustão de que é preciso descriminalizar o aborto, não aceitando de modo algum o dado científico do início da vida humana com a fecundação, muito menos ainda qualquer recorrência de justificativa religiosa.

“Chega de Deus!”, vociferou uma delas, com os punhos erguidos e olhos esbugalhantes.

Por mais de uma hora após a minha fala, outras líderes feministas vieram como rolo compressor para defender o direito ao aborto, o direito da mulher assassinar as crianças em seu ventre, no afã desmesurado pela nova matança dos inocentes.

O ambiente ficou cada vez mais carregado de olhares raivosos e sentimentos hostis à defesa da vida, quando finalmente uma mulher pró-vida pode se manifestar.

De modo sereno e seguro, Lorena Leandro expos as consequências danosas do aborto para a mulher, enquanto iradas, as feministas vaiavam com mais força. Também foram nos poucos três minutos.

Para ela, o que houve naquele Salão dos Passos Perdidos, foi “o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo ‘pobres e negras’ e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!” 

De fato, “ovo não é galinha”, foi o que gritou uma das feministas para justificar que o embrião humano nada mais é que um amontoado de células.

Dulce Xavier, a representante das “Católicas pelo Direito de Decidir” estava sorridente e também foi muito aplaudida, bem como outras líderes que se disseram católicas e defensoras dos direitos das lésbicas, da total autonomia das mulheres, “para que ninguém mais tenha que dizer a elas o que devem fazer”.

Mais duas vozes pró-vida se manifestaram: o Cel. Jairo Paes de Lira, ex-deputado-federal, também vaiado pelas feministas, mas que se manteve firme em sua posição.

E também se pronunciou com ardor pró-vida, o advogado, Dr. Hugo Barroso Uelze, afirmando que “o anteprojeto do Código Penal é inconstitucional no que diz respeito ao aborto, porque a inviolabilidade do direito à vida é um conceito magno [art. 5º, caput e § 2º c./c. art. 60, § 4º, inciso IV da Constituição Federal (CF)] e que, por isso, não pode ser reduzido pelas definições legais – e, dentre elas, aquelas constantes do Código Penal ou de seu respectivo anteprojeto”.

Enfim, tivemos outra voz feminina pró-vida: Adelice Godoy, de Campinas, que ainda em tempo destacou que a maioria do povo brasileiro é pela vida e contra o aborto.

Velhos slogans voltaram repetidos até o cansaço
Houve um jovem advogado que chegou a tentar discorrer uma defesa da dignidade do embrião humano a partir do pensamento de Aristóteles, enquanto as feministas riam dele, mesmo assim ele conseguiu desenvolver seu raciocínio, mas assim que acabou sua fala, foi abraçado por uma delas que lhe disse: “Vem cá meu menino, preciso lhe ensinar algumas coisas!” E o levou até Dulce Xavier, e o rapaz ficou lá por algum tempo rodeado por elas, que certamente lhe disseram que ele estava equivocado naquela linha linha de raciocínio, e que se ele quisesse ter sucesso na sua carreira, teria logo que mudar o discurso e assumir a bandeira libertária.

A questão do aborto é ponta do iceberg. A estratégia de despenalizar o aborto em casos de anencefalia, é apenas o primeiro passo, para depois, num movimento crescente, chegar a sua completa legalização, até o 9º mês.

Numa hora como esta, como cristãos, não podemos nos omitir nem nos calar. É sinal de bem-aventurança defender a causa do Reino até mesmo nos tribunais, diante dos poderosos. “O cristianismo oferecerá, de um modo novo, modelos de vida e apresentar-se-à outra vez, na desolação da existência técnica, como um lugar de uma verdadeira humanidade”.(3)

A história comprova que “é exigente o ideal cristão e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira concreta e convincente que tal ideal não pode ser alcançado sem autêntico heroismo”.(4)

Ao sair da audiência pública lembrei-me de que “Herodes foi ardiloso”(5) em sua decisão de massacrar “todas as crianças”.(6) E que os primeiríssimos perseguidos foram os inocentes, como hoje são martirizados os fecundados e não nascidos, na tortura e crueldade mais atroz, no holocausto silencioso, a vitimar milhares de seres humanos, em todo o mundo.

Por isso, por saber a quem defendemos e o que defendemos, continuaremos a militar em favor da vida, sendo voz dos que não tem voz nem vez, dos que estão impedidos do direito à vida, o primeiro e principal de todos os direitos humanos, motivado portanto por quem nos une e nos dá força: “para que todos tenham vida e a tenham em abundância!” (Jo 10, 10).

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Notas: 
1. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, p. 108, Ed. Imago, 1997. 
2. Alicja Grzeskowiak, Direito ao Aborto, no Lexicon – termos ambiguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 201; Edições CNBB, 2007. 
3. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, pp. 103-104, Ed. Imago, 1997. 
4. Stefano de Fiores e Tullo Goffi, Dicionário de Espiritualidade, Heroismo, Paulus, 2ª edição, 1993, p. 476. 
5. Anna Catharina Emmerich, Santíssima Virgem Maria, Mir Editora, 2ª edição, 2004, São Paulo, p. 337.
6. Ibidem.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Desastrosa limitação da natalidade

Os filhos são uma bênção para os pais

Deus criou o mundo de acordo com leis sapienciais admiráveis. Ordenar todas as coisas segundo essas leis acarreta não apenas um equilíbrio perfeito em toda criação como atrai o beneplácito divino e sua misericórdia. Pelo contrário, transgredir sistematicamente essas leis leva à irracionalidade e ao desastre.

É o que está ocorrendo com o controle da natalidade. Pelo desejo de bem-estar e gozo da vida — ou outros eventuais — afronta-se a finalidade primária do matrimônio que é a procriação e a educação da prole. Para satisfazer esse desejo intemperante e desordenado multiplicam-se os meios de limitação dos nascimentos: pílulas, drogas, mecanismos e mais não se sabe o quê, condenados na Encíclica Humanae Vitae de Paulo VI. As consequências já se vão fazendo sentir e se anunciam trágicas.

Os filhos sempre foram considerados uma bênção para os pais. Hoje em dia, com o neopaganismo vigente, passaram a ser um estorvo.

Vejamos o caso do Brasil, em que a diminuição da natalidade tem sido enorme. Ela se opera em vista de se poder viver com maior riqueza e bonança. Pois bem, é isso mesmo que está ameaçado. A transgressão do mandamento divino “multiplicai-vos e enchei toda a Terra” (Gen. 1,28) traz em seu bojo o próprio castigo.

* * *

“Pela primeira vez na história, estima-se que as mulheres no Brasil terão, em média, um número de filhos menor que o considerado necessário para repor a população [...] A rápida mudança populacional expõe o risco de o Brasil ‘envelhecer antes de enriquecer’ [...]. Com o aumento da população aposentada ou idosa, elevam-se os custos privados e públicos da assistência e reduz-se um fator de produção, o trabalho” (“Folha de S. Paulo”, 20-11-11, editorial).

Note-se que o comentário acima só leva em conta o aspecto material. Pois bem, é por aí que vem a catástrofe. No mesmo sentido:

O Brasil virará um país asilo de velhos?


“Dados do Censo 2010 divulgados na última semana revelam que a fecundidade no Brasil caiu para 1,86 filho por mulher. Chama a atenção, em primeiro lugar, a grande velocidade com que o índice despencou. Meio século atrás, em 1960, ele era de 6,2 [...].

“Ocorre também o que os especialistas chamam de janela demográfica, na qual a proporção de trabalhadores na ativa é mais alta, produzindo o enriquecimento da sociedade [...]. O problema é que essa janela não dura para sempre. Ela se fecha à medida que a coorte de idosos que já não trabalham vai ganhando preponderância. Os desafios aí são tentar manter a viabilidade dos sistemas de previdência e de saúde, bem como a riqueza material da sociedade.

“Decisões antipáticas, como alterar (e para pior) o regime da aposentadoria, precisam ser tomadas. No limite, é preciso pensar em abrir o país à imigração, outra medida impopular. Os obstáculos são tantos que a tendência é empurrar a encrenca para nossos filhos e netos” (Hélio Schwartsman, “Folha de S. Paulo”, 20-11-11).

* * *

Outra consequência, nada desprezível: os que vão envelhecendo já não têm mais lugar na família. Aquelas estirpes de outrora, com numerosos filhos, cuidavam amorosamente de seus pais e avós. Hoje, estes vivem no amargo isolamento de um apartamento, quando não são relegados a depósitos de velhos, chamados Casas de Repouso, onde muitos vegetam até morrer (ou até serem “eutanasiados”), na amargura e na decepção de uma vida em que, pelo fato de colocarem o gozo e o prazer acima da lei de Deus, perderam não só a Deus, mas também a felicidade.

Aliás, sobre tais asilos de velhos, o antigo Rei do Marrocos, Hassan I — um muçulmano, portanto — disse, mais ou menos com estas palavras, a seguinte verdade, esquecida hoje pelos católicos: “No dia em que eu souber que em algum lugar do Marrocos foi colocada a primeira pedra para a construção de um asilo de velhos, posso dizer que a nossa nação acabou”.

Queira Deus que os que incorreram numa limitação da natalidade contrária à sabedoria e aos mandamentos divinos pelo menos reconheçam seu pecado e se reconciliem com o Criador. Mas como fenômeno social o desastre está feito e só nos resta pedir a Nossa Senhora que desencadeie os acontecimentos regeneradores previstos por Ela em Fátima.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cruzada pela Família: acabou o sossego em Vitória?

Para os adversários da família sim, o sossego acabou.

Por quê?

Veja o vídeo abaixo.

Video: Cruzada pela Família: acabou o sossego em Vitória?




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Paris: recorde de participantes na Marcha pela Vida 2012



O apoio à Marcha pela Vida 2012 em Paris não teve precedentes. A “guerra dos números” oscilou entre 7.000 e 40.000, segundo as fontes. Porém, para as estimativas ponderadas, a participação, já nutrida do ano passado, neste ano foi duplicada em número e entusiasmo.

No dia 8 de janeiro, a passeata – composta majoritariamente por jovens – partiu da central Place de la République em direção à Opera, percorrendo famosos bulevares parisienses.

Os organizadores aguardam que com a crescente manifestação de força dos defensores da vida, os políticos não finjam ignorar o tema nos debates eleitorais.

Um dos sinais mais esperançosos deste ano foi o aumento da participação no evento dos bispos católicos, ainda propensos ao “progressismo” e relutantes em se opor à Revolução Cultural.

Segundo a agência canadense LifeSiteNews, a maior surpresa foi a reviravolta do cardeal arcebispo de Paris, D. André Vingt-Trois, que em 2009 se dissociou publicamente da Marcha. Ele chegou então a declarar na Rádio Notre-Dame, pertencente à arquidiocese: “Eu não acho que se deva gritar aos quatro ventos”. Como se Jesus Cristo não tivesse ordenado aos cristãos de “pregar o Evangelho de cima dos telhados” (cfr. Mat, 10, 26-27).

Em novembro, falando diante da plenária do episcopado francês, o Cardeal Vingt-Trois qualificou a Marcha pela Vida como “um dos meios de ação que os cristãos têm para escolher”. Algo muito pobre diante da magnitude do massacre dos inocentes, mas que já foi algo na linha da inversão percebida.

Veja vídeo
Marcha pela Vida
Paris 2012
Segundo a agência canadense, a pressão crescente de católicos pela vida fez com que 32 bispos apoiassem a Marcha. O Cardeal Barbarin – Arcebispo de Lyon e Primaz da França – mandou sua bênção, e três bispos participaram pessoalmente da marcha. Também foi sem precedentes e de muito peso a participação de jovens sacerdotes de Paris e de todo país.

Os jovens que animavam a Marcha ainda não haviam nascido quando foi aprovada a lei do aborto em 1975, época em que por esses mesmos bulevares desfilavam passeatas feministas. Estas hoje estão quase desaparecidas da rua, mas ocupam posições nos governos, na mídia e nos partidos de diversas tendências. Sobretudo nos ecologistas e de esquerda.

Os protestos visavam também à eutanásia e às ações anti-familiares do governo francês – como a distribuição gratuita de preservativos nas escolas secundárias, reembolso pela Segurança Social da pílula do dia seguinte, o favorecimento da “ideologia de gênero” nas escolas públicas e o “casamento” homossexual.

Mais de 220.000 abortos legais são realizados anualmente na França e os números estão crescendo. É urgente fazer cessar esse massacre, e tanto os jovens como as famílias francesas o estão dizendo cada vez mais desinibida e corajosamente. Paris está sendo o palco privilegiado para essa reação católica na Europa.

Video: Marcha pela Vida, Paris 2012





domingo, 15 de janeiro de 2012

Bispos nigerianos em favor da punição do “casamento” homossexual. E a CNBB?

Bispos nigerianos veneram túmulo de São Paulo em Roma
A Conferência Nacional dos Bispos da Nigéria elogiou a aprovação pelo Senado do país de projeto tornando ilegais as “uniões de casais do mesmo sexo” e as manifestações públicas de homossexualidade. Para os bispos, a decisão dos senadores foi “corajosa e promotora de esperança”.

Aprovada em 29 de novembro, a lei suscitou uma tempestade de queixas e ameaças partidas de chefes de Estado estrangeiros, como o primeiro-ministro inglês David Cameron e do Obama.

Em 7 de dezembro, a Conferência Episcopal da Nigéria emitiu declaração dizendo: “Queremos apoiar firmemente a proibição da união do mesmo sexo como expressão ao mesmo tempo de nossos valores culturais nigerianos e de nossas crenças religiosas enquanto cristãos”.

Igreja catolica em Lagos
Também a declaração episcopal causou mal-estar no exterior e até entre proeminentes bispos católicos. Entre estes, a agência LifeSiteNews cita o arcebispo de Westminster, Inglaterra, Mons. Vincent Nichols, que se manifestou num sentido favorável a essas uniões sodomíticas.

Os bispos nigerianos insistiram em que a proibição de atos públicos de “afeto” homossexuais é “essencial para a saúde moral do país”. “Muito longe de ser uma negação de um direito fundamental de alguns nigerianos que adotem essas condutas, a proibição protege nossa sociedade da usurpação de seu direito à saúde moral e à decência cultural”, explicaram.

Os bispos estão bem conscientes de que a “Nigéria de fato foi interpelada diretamente por alguns países ocidentais para reverter essa decisão sob pena de perder certas ajudas e apoios”.

A coragem do povo nigeriano, manifestada por seus legisladores e bispos, enfrentou as pressões da Inglaterra, Canadá e outros países “civilizados” que exigem dos países africanos rescindir suas leis pela família.

Atentados islamicos nao intimidam catolicos, Natal 2011
A lei ainda deve voltar à Câmara e ser assinada pelo presidente Goodluck Jonathan. Daí a importância das pressões externas, pois os legisladores nigerianos defendem o pensamento e os costumes dos eleitores massivamente contrários a uma união contrária à Lei de Deus e da Ordem Natural.

Os prelados acrescentaram: “Declaramos que país algum tem o direito de impor a outro, normas que visam subverter nossos valores culturais e sociais só para satisfazer a exóticos desejos e tendências de alguns poucos”.

Leia a íntegra (em inglês) da declaração da Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria aqui.

Quando é que a CNBB assumirá uma posição clara e corajosa contra a imposição das práticas homossexuais no Brasil, comparável pelo menos à dos dignos prelados nigerianos?

Há muito o Brasil aguarda... Até quando?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Foi mesmo um milagre de Nossa Senhora de Fátima, dizem pescadores

Os pescadores na igreja do Senhor dos Navegantes
A Igreja do Senhor dos Navegantes foi pequena demais para acolher as cerca de duas mil pessoas que quiseram testemunhar o milagre dos caxineiros que estiveram mais de dois dias numa balsa de salvamento.

A cada palavra que D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, proferia, os olhos dos pescadores não continham as lágrimas.

José Manuel Coentrão, o mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, foi o que mais se emocionou durante a homilia. Sentado ao lado dos colegas, João Vareiro, Manuel Oliveira e Prudenciano Pereira, na primeira fila, e com as mulheres sentadas atrás, ouviu o arcebispo, de olhos postos no chão.

“Guardem sempre este acontecimento na vossa memória. Só vós sabeis o que simboliza este milagre nas vossas vidas. Sentiram em vós a salvação e a presença de Deus em hora de aflição extrema”, referiu D. Jorge Ortiga.

Muitos foram os que, acotovelados na igreja, choraram. No fim, o arcebispo dedicou aos pescadores um trecho do Evangelho de S. João.

 “QUERO VOLTAR AO MAR JÁ NO PRÓXIMO ANO”

O mestre José Manuel Coentrão, de 46 anos, ainda não consegue dormir. Mas já tomou uma decisão: não vai abandonar a vida de pescador. “Sou um homem do mar. Estou a pensar que o meu regresso possa ser já para o ano. Sei que o que passei foi terrível, mas a vida tem de seguir em frente”, disse com os olhos brilhantes de esperança.

Mas para já o mestre só quer esperar que ‘Nando Cherne’ abandone o hospital (ver caixa) para ir a Fátima. “Hoje fui à balsa buscar o terço que quero oferecer à Nossa Senhora de Fátima e que nos ajudou a sobreviver, mandando o avião para nos salvar”, recordou, emocionado. E diz que sempre que fecha os olhos vê o mar e recorda atormentado os momentos de aflição que viveu na balsa de salvamento.

Desde que voltou às Caxinas, em Vila do Conde, tem passado a noite em claro a pensar em tudo o que viveu. “Penso muito no mar. Estive arrepiado durante toda a missa. Sou muito crente e acredito que isto foi mesmo um milagre”, acrescentou, sem conter as lágrimas.


(Fonte: excertos do Correio da Manhã, 5 dezembro 2011).


domingo, 4 de dezembro de 2011

Pescadores portugueses salvos pelo Rosário

"A última onda", Emilio Ocón y Rivas, detalhe
Fonte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=302097

José Manuel Coentrão, mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, um dos protagonistas do naufrágio que emocionou todo o país e muito em particular as Caxinas, zona entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, falou ontem, pela primeira vez, sobre o sucedido, um relato pleno de emoção e coragem.

Foram 60 horas à deriva no alto mar, muita fé, muitas preces e um desespero que parecia não ter fim.

«Passa tudo pela cabeça. A família, a mulher, o filho, os amigos», recordou o pescador, de lágrimas nos olhos, ainda visivelmente consternado pelos acontecimentos ainda tão recentes e frescos na memória.

O mestre foi o primeiro a fazer soar o alarme: «Tinha mandado os homens descansar e, não sei como, apercebi-me de que havia água a entrar no barco. Foi tudo muito rápido. Enviei o primeiro very light às cinco horas da manhã, mas ninguém viu. Mais tarde atirei outro, já de dia, mas uma embarcação que passava ao longe também não se apercebeu», explicou José Manuel Coentrão, que sublinhou o recurso às preces e à fé como recurso para combater o desespero:

«Havia um terço na balsa, que é do pescador que ainda está no hospital. Rezámos muito a Nossa Senhora de Fátima. Eu rezava em voz alta e os outros oravam em silêncio. Não tenho dúvidas de que foi um milagre.»


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mercados de Natal na Alemanha: maravilhoso religioso-temporal


A luz sobrenatural de Belém, o cântico dos anjos, a alegria ingênua e enlevada dos pastores e o maravilhamento dos três Reis do Oriente revivem nas feiras de Natal no mundo alemão.

Elas nasceram em tempos rudes, mas nos quais homens como o imperador Carlos Magno vertiam lágrimas de ternura e veneração aos pés do presépio.

Então tornava-se realidade palpável o cântico dos anjos: “Glória a Deus no alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade!”

As feiras de Natal da Alemanha começam no Advento, período litúrgico de preparação do Natal.

Para competir com o bolo de quatro toneladas e 14 metros de altura (o Christstollen) de Dresden, a cidade de Colônia faz seis feiras natalinas.

Perto de dois milhões de pessoas passam por essas feiras, onde se pode encontrar porco assado em espeto de madeira por pessoas com roupas longas, sapatos de couro de ovelha e chapéus medievais.

Se alguém acha estranho, a resposta é: “O Sr., a Sra. está num mercado de Natal medieval!”.

Fugindo do ambiente moderno que não fala de fé nem de lógica, as pessoas compram artigos que falam da época em que vigorava um feliz consórcio entre a Igreja e o Estado.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Crianças isoladas, sem irmãos e amigos não brincam e tolhem seu futuro

A psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão apontou uma realidade preocupante: hoje as crianças dão valor mais ao brinquedo do que à brincadeira. A razão? Não sabem brincar!

Rosely aponta dois motivos principais. O primeiro seria que os pais acreditam que comprando brinquedos, e apenas isso, é suficiente. Compram, a criança exclama, em poucos minutos Poe de lado e quer outra coisa para brincar.

O segundo motivo é as crianças não terem verdadeira oportunidade para brincar.

“Roubamos, escreveu a especialista, das crianças sua infância e, sem infância, como brincar? Elas costumam ter o tempo todo tomado por compromissos, programas de lazer, são pressionadas o tempo todo pelos pais. Vamos reconhecer: sem tempo livre para nada fazer e com o direcionamento direto de adultos, as crianças nunca aprenderão a brincar.”

A criança brinca ser o que um dia acabará tentando realizar. Uma criança que não brinca preanuncia um ser humano sem iniciativa nem criatividade.

A redução dramática da natalidade que deixa as crianças sem irmãozinhos, primos e amigos não é também uma causa desta destruidora inibição do desenvolvimento apontado pela especialista?


domingo, 13 de novembro de 2011

Vício dos jogos esconde drama familiar

Mentiras reiteradas, brigas familiares, autodestruição econômica são algumas das conseqüências da paixão desenfreada pelo jogo, ou ludopatia.

Este mal, de caráter psicológico e moral, está cada vez mais presente por causa da proliferação das salas de jogos, com destaque mais recente para os virtuais.

A psicóloga argentina Débora Blanca – autora do livro La adicción al juego ¿No va más...? – afirma que a pessoa que entra no círculo fatídico da ludopatia “não pára de jogar até perder tudo, mas logo as recriminações e o sentimento de culpa a torturam e empurram a querer recuperar o perdido e conseguir certo alívio. Ali ela cai numa situação da qual não consegue mudar, nem pela razão nem pela força de vontade”.

Para a psicóloga Luz Mariela Coletti, os adictos jogam para esquecer. Pois, por trás do vício doentio se encontra a deterioração do ambiente familiar que pode levar ao suicídio. O dano é particularmente sensível na terceira idade.

A província de Buenos Aires promove um plano para “jogadores compulsivos” propondo a auto-exclusão das salas de jogo de modo livre e voluntário. A iniciativa já conta com cerca de 2.000 participantes.

A obra de destruição da família produziu mais este calamitoso resultado.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Homossexuais: maior foco infeccioso da AIDS nos EUA

Doente em San Francisco, Califórnia
De acordo com o oficial U.S. Centers for Disease Control, os homossexuais constituem apenas 2% da população americana, mas só os de sexo masculino são responsáveis por 61% dos novos casos de infecção por HIV em todo o país.

Desde 2006, a cada ano são registrados 50.000 novos casos, 27 % dos quais de homens entre 13 e 29 anos de idade.

O maior incremento foi constatado entre os afro-americanos: 48%, noticiou a agência LifeSiteNews.

O estudo também revelou que pelo menos 20% dos homossexuais são portadores da doença mortal, sendo que a metade deles não sabe que já a contraiu.