terça-feira, 18 de junho de 2019

Onda pela vida varre os EUA

Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston
obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








É uma onda na maioria dos estados dos EUA. E é uma onda pela vida, avaliou com pesar o jornal arauto do aborto “The New York Times”.

Um estado após outro aprovou amplas restrições do massacre dos inocentes neste ano, chegando à proibição quase total em Alabama, à proibição em Ohio após detectar latido fetal e à interdição em Utah após as 18 semanas.

Vários estados sancionaram leis que desafiam as proteções judiciárias federais ao aborto com júbilo dos setores conservadores e temor nas esquerdas.

Por isso, diz o “The New York Times”, o movimento antiaborto, desenvolvido durante quase cinco décadas, está mais perto do que nunca de reverter a sentença Roe vs. Wade, da Corte Suprema. que legalizou o aborto no país e serviu de modelo para o resto do mundo.

A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman obteve em Missouri a lei que bane o aborto após 18 semanas
A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman
obteve em Missouri o banimento do aborto após 18 semanas
O movimento confia em que o presidente Trump aja em favor da vida, agora que a Corte Suprema parece estar inclinada a seu favor.

A determinação de defensores da vida e legisladores antiaborto a nível nacional está impulsionando dúzias de projetos de lei nos últimos meses.

As leis mais claras já aprovadas ainda não entraram em vigor e terão que enfrentar tribunais ideologizados.

Segundo o jornal, isso era previsível, mas parece ser o objetivo dos ativistas antiaborto.

Esta é uma onda que atravessa o nosso país nos estados pela-vida”, disse Sue Swayze Liebel, que lidera o National Pro-Life Women's Caucus. “Todo mundo está pisando o acelerador”, acrescentou.

Grupos antiaborto nacionais, como Susan B. Anthony List ou National Right to Life, fornecem modelos de legislação ou investigação para os defensores da vida.

Alabama, em maio, aprovou a lei mais salvadora de vidas dos EUA, proibindo o aborto a menos que a saúde da mãe corra perigo “grave”.

A lei já está sendo desafiada nos tribunais.

Eric Johnston, presidente da Coalisão Pela-Vida de Alabama, acha que a legislação aprovada em outros estados não vai suficientemente longe.

Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor, líder de ProLife Utah, sente “inveja” dos estados que aprovam leis antiaborto.

O Legislativo de Utah foi mais cauteloso: proibiu a morte do inocente a partir das 18 semanas.

Ohio foi o primeiro Estado que tentou em 2011, interditar o aborto após de que se detecta latido fetal.

Michael Gonidakis, presidente de Ohio Right to Life, narrou ter recebido telefonemas de “senadores estaduais de quase todos os estados do Meio Oeste” pedindo dicas para suas estratégias.

Também falou pelo telefone com o pessoal do Senado de Kentucky, que pouco depois aprovou sua própria proposta de lei sobre latido fetal.

Os defensores da vida são apoiados por setores religiosos conservadores que nos últimos tempos aumentaram a ênfase contra o aborto, embora infelizmente de Roma só cheguem desestímulos.

Não é só uma ofensiva política, é um movimento cultural que permeia a sociedade.

Em Arkansas, onde a maioria dos abortos após as 18 semanas foi interditada, Rose Mimms, líder de Arkansas Right to Life pressionou e obteve restrições adicionais.

Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
A indignação dos amantes da vida cresceu desde que o estado de Nova York aprovou o aborto nas etapas finais da gravidez e que o governador de Virginia usara uma linguagem que parecia pelo infanticídio.

Em Mississippi, esse esperneio esquerdista radical induziu a ressurreição de velho projeto que bania o aborto após a 6ª semana.

A lei passou, mas um juiz federal a bloqueou temporariamente.

“Temos que nos unir contra este ataque sem precedentes.

“Estamos lutando pela nossa subsistência”, lamentou Leana Wen, presidenta do Planned Parenthood Action Fund, num esforço desesperado para não perder tudo.

“Não precisamos de coordenação alguma”, respondeu o vice-governador Tate Reeves, de Mississippi.

“O que importa é o ímpeto. Como o ímpeto está crescendo, isso inspira a outros habilidade e certeza de que podem conseguir seu objetivo”, concluiu.


terça-feira, 4 de junho de 2019

Abortista ensina filha a esmagar bebe

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Com um lenço verde, símbolo do abortismo em Argentina, uma menina foi fotografada como propaganda calcando um bebê de brinquedo. O revelador gesto foi registrado durante uma marcha a favor do aborto e a foto foi difundida no país vizinho e no mundo.

A imagem foi execrada nas redes sociais e pelos argentinos pela vida. Eles condenaram a manipulação de uma criança menor de idade, segundo informou ACIDigital.

A propósito vem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que soam como uma maldição:

“Ai de quem escandalizar um desses pequeninos. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno” (Mateus 18,6).

E ainda: “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos” (Lc. 17, 2).

O incidente ocorreu em Buenos Aires (Argentina) durante a marcha pró-aborto chamada “pañuelazo”, em referência ao lenço – pañuelo, em espanhol – usado pelos ativistas que clamam pela matança dos inocentes, em 19 de fevereiro.

A incitação ao genocídio está incubada num projeto de lei de aborto, e aconteceu durante a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito, realizada não só na capital mas em várias cidades da Argentina, com desiguais graus de adesão.

Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.
Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.

Durante o debate sobre a descriminalização do aborto em 2018 que acabou com a recusa plena por parte do Senado, os militantes de esquerda e feminista adotaram o lenço verde como um símbolo, em verdade da morte. Os defensores da vida, militantemente católicos adotaram um lenço celeste que também faz alusão à bandeira nacional.

A recusa da foto polêmica da filha de uma ativista com o lenço verde em Instagram foi tal que a usuária excluiu essa e outras fotos de sua conta.

“É aberrante ver essa reinvindicação tão tendenciosa que quer perverter as gerações futuras. Ver a imagem de uma menina pisando um bebê de brinquedo tem que nos alarmar”, advertiu Ana Belén Marmora, diretora Executiva do grupo Frente Jovem na Argentina.

De fato, os setores abortistas ficaram muito irritados e desapontados com a rejeição total do aborto pelo Senado argentino em agosto de 2018. Desde então participam em manifestações violentas, profanações de igrejas e imagens religiosos, até com pretexto cultural.

Alegam que tais provocações, danos e injúrias são exigências “politicamente corretas” em função do 'avanço de direitos'".

Belén Marmora enfatizou que o abortismo "torna-se tão extremo e fanatizado que acaba pretendendo impor reivindicações absurdas: dizem que querem defender a liberdade das mulheres, mas vemos como se apropriam de uma menor para fanatizá-la e doutriná-la".

Em relação aos direitos, Belém enfatizou que com esse tipo de mensagem, vemos a crueldade do aborto: uma mãe ensinando a própria filha a descartar as pessoas”.

E ainda Belén questionou: “que sociedade nos espera se os pais ensinam seus filhos a pisar na cabeça de outros seres humanos? Que futuro nos espera se ensinamos nossos filhos que os mais vulneráveis podem ser descartados ou que a violência é um meio de justificar nossos desejos?".

Alertou também que “assim como a mãe manipulou sua filha, hoje se busca manipular os jovens em todas as áreas”.

Ela concluiu ressaltando o aspecto alvissareiro das reações populares contra a massacre legal dos inocentes:

Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
“Já estamos nos levantando, disse, sabemos que temos que assumir este grande desafio: ser a nova geração pela-vida que termine com o flagelo do aborto e unir-nos não apenas na Argentina, mas em toda a nossa região para que possamos com nossos atos conscientizar a sociedade e exigir aos nossos legisladores que a opção mais humana e o caminho para ser uma sociedade mais digna é que salvemos as duas vidas”.

O lado triste da noticia positiva de ACIDigital está no incompreensível silêncio, apatia e até animosidade do clero progressista, bispos e sacerdotes, contra os defensores da vida.

Como se os anátemas de Nosso Senhor Jesus Cristo não lhes causassem impressão ou achassem que não foram dirigidos também a eles, como foram dirigidos aos Apóstolos, evangelistas e discípulos que as recolheram com zelo e as instalaram no cerne do Magistério da Igreja há dois mil anos.