terça-feira, 18 de junho de 2019

Onda pela vida varre os EUA

Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston
obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








É uma onda na maioria dos estados dos EUA. E é uma onda pela vida, avaliou com pesar o jornal arauto do aborto “The New York Times”.

Um estado após outro aprovou amplas restrições do massacre dos inocentes neste ano, chegando à proibição quase total em Alabama, à proibição em Ohio após detectar latido fetal e à interdição em Utah após as 18 semanas.

Vários estados sancionaram leis que desafiam as proteções judiciárias federais ao aborto com júbilo dos setores conservadores e temor nas esquerdas.

Por isso, diz o “The New York Times”, o movimento antiaborto, desenvolvido durante quase cinco décadas, está mais perto do que nunca de reverter a sentença Roe vs. Wade, da Corte Suprema. que legalizou o aborto no país e serviu de modelo para o resto do mundo.

A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman obteve em Missouri a lei que bane o aborto após 18 semanas
A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman
obteve em Missouri o banimento do aborto após 18 semanas
O movimento confia em que o presidente Trump aja em favor da vida, agora que a Corte Suprema parece estar inclinada a seu favor.

A determinação de defensores da vida e legisladores antiaborto a nível nacional está impulsionando dúzias de projetos de lei nos últimos meses.

As leis mais claras já aprovadas ainda não entraram em vigor e terão que enfrentar tribunais ideologizados.

Segundo o jornal, isso era previsível, mas parece ser o objetivo dos ativistas antiaborto.

Esta é uma onda que atravessa o nosso país nos estados pela-vida”, disse Sue Swayze Liebel, que lidera o National Pro-Life Women's Caucus. “Todo mundo está pisando o acelerador”, acrescentou.

Grupos antiaborto nacionais, como Susan B. Anthony List ou National Right to Life, fornecem modelos de legislação ou investigação para os defensores da vida.

Alabama, em maio, aprovou a lei mais salvadora de vidas dos EUA, proibindo o aborto a menos que a saúde da mãe corra perigo “grave”.

A lei já está sendo desafiada nos tribunais.

Eric Johnston, presidente da Coalisão Pela-Vida de Alabama, acha que a legislação aprovada em outros estados não vai suficientemente longe.

Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor, líder de ProLife Utah, sente “inveja” dos estados que aprovam leis antiaborto.

O Legislativo de Utah foi mais cauteloso: proibiu a morte do inocente a partir das 18 semanas.

Ohio foi o primeiro Estado que tentou em 2011, interditar o aborto após de que se detecta latido fetal.

Michael Gonidakis, presidente de Ohio Right to Life, narrou ter recebido telefonemas de “senadores estaduais de quase todos os estados do Meio Oeste” pedindo dicas para suas estratégias.

Também falou pelo telefone com o pessoal do Senado de Kentucky, que pouco depois aprovou sua própria proposta de lei sobre latido fetal.

Os defensores da vida são apoiados por setores religiosos conservadores que nos últimos tempos aumentaram a ênfase contra o aborto, embora infelizmente de Roma só cheguem desestímulos.

Não é só uma ofensiva política, é um movimento cultural que permeia a sociedade.

Em Arkansas, onde a maioria dos abortos após as 18 semanas foi interditada, Rose Mimms, líder de Arkansas Right to Life pressionou e obteve restrições adicionais.

Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
A indignação dos amantes da vida cresceu desde que o estado de Nova York aprovou o aborto nas etapas finais da gravidez e que o governador de Virginia usara uma linguagem que parecia pelo infanticídio.

Em Mississippi, esse esperneio esquerdista radical induziu a ressurreição de velho projeto que bania o aborto após a 6ª semana.

A lei passou, mas um juiz federal a bloqueou temporariamente.

“Temos que nos unir contra este ataque sem precedentes.

“Estamos lutando pela nossa subsistência”, lamentou Leana Wen, presidenta do Planned Parenthood Action Fund, num esforço desesperado para não perder tudo.

“Não precisamos de coordenação alguma”, respondeu o vice-governador Tate Reeves, de Mississippi.

“O que importa é o ímpeto. Como o ímpeto está crescendo, isso inspira a outros habilidade e certeza de que podem conseguir seu objetivo”, concluiu.


terça-feira, 4 de junho de 2019

Abortista ensina filha a esmagar bebe

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Com um lenço verde, símbolo do abortismo em Argentina, uma menina foi fotografada como propaganda calcando um bebê de brinquedo. O revelador gesto foi registrado durante uma marcha a favor do aborto e a foto foi difundida no país vizinho e no mundo.

A imagem foi execrada nas redes sociais e pelos argentinos pela vida. Eles condenaram a manipulação de uma criança menor de idade, segundo informou ACIDigital.

A propósito vem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que soam como uma maldição:

“Ai de quem escandalizar um desses pequeninos. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno” (Mateus 18,6).

E ainda: “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos” (Lc. 17, 2).

O incidente ocorreu em Buenos Aires (Argentina) durante a marcha pró-aborto chamada “pañuelazo”, em referência ao lenço – pañuelo, em espanhol – usado pelos ativistas que clamam pela matança dos inocentes, em 19 de fevereiro.

A incitação ao genocídio está incubada num projeto de lei de aborto, e aconteceu durante a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito, realizada não só na capital mas em várias cidades da Argentina, com desiguais graus de adesão.

Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.
Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.

Durante o debate sobre a descriminalização do aborto em 2018 que acabou com a recusa plena por parte do Senado, os militantes de esquerda e feminista adotaram o lenço verde como um símbolo, em verdade da morte. Os defensores da vida, militantemente católicos adotaram um lenço celeste que também faz alusão à bandeira nacional.

A recusa da foto polêmica da filha de uma ativista com o lenço verde em Instagram foi tal que a usuária excluiu essa e outras fotos de sua conta.

“É aberrante ver essa reinvindicação tão tendenciosa que quer perverter as gerações futuras. Ver a imagem de uma menina pisando um bebê de brinquedo tem que nos alarmar”, advertiu Ana Belén Marmora, diretora Executiva do grupo Frente Jovem na Argentina.

De fato, os setores abortistas ficaram muito irritados e desapontados com a rejeição total do aborto pelo Senado argentino em agosto de 2018. Desde então participam em manifestações violentas, profanações de igrejas e imagens religiosos, até com pretexto cultural.

Alegam que tais provocações, danos e injúrias são exigências “politicamente corretas” em função do 'avanço de direitos'".

Belén Marmora enfatizou que o abortismo "torna-se tão extremo e fanatizado que acaba pretendendo impor reivindicações absurdas: dizem que querem defender a liberdade das mulheres, mas vemos como se apropriam de uma menor para fanatizá-la e doutriná-la".

Em relação aos direitos, Belém enfatizou que com esse tipo de mensagem, vemos a crueldade do aborto: uma mãe ensinando a própria filha a descartar as pessoas”.

E ainda Belén questionou: “que sociedade nos espera se os pais ensinam seus filhos a pisar na cabeça de outros seres humanos? Que futuro nos espera se ensinamos nossos filhos que os mais vulneráveis podem ser descartados ou que a violência é um meio de justificar nossos desejos?".

Alertou também que “assim como a mãe manipulou sua filha, hoje se busca manipular os jovens em todas as áreas”.

Ela concluiu ressaltando o aspecto alvissareiro das reações populares contra a massacre legal dos inocentes:

Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
“Já estamos nos levantando, disse, sabemos que temos que assumir este grande desafio: ser a nova geração pela-vida que termine com o flagelo do aborto e unir-nos não apenas na Argentina, mas em toda a nossa região para que possamos com nossos atos conscientizar a sociedade e exigir aos nossos legisladores que a opção mais humana e o caminho para ser uma sociedade mais digna é que salvemos as duas vidas”.

O lado triste da noticia positiva de ACIDigital está no incompreensível silêncio, apatia e até animosidade do clero progressista, bispos e sacerdotes, contra os defensores da vida.

Como se os anátemas de Nosso Senhor Jesus Cristo não lhes causassem impressão ou achassem que não foram dirigidos também a eles, como foram dirigidos aos Apóstolos, evangelistas e discípulos que as recolheram com zelo e as instalaram no cerne do Magistério da Igreja há dois mil anos.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Países exescravos do socialismo recusam Revolução Cultural

Juízes do Tribunal Constitucional da Bulgária
Juízes do Tribunal Constitucional da Bulgária
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Leste Europeu que sofreu em carne própria os horrores da amoralidade oficial socialista soviética, agora que recuperou a liberdade está banindo as perversas leis e costumes russas adotadas pelas esquerdas ocidentais. Entre elas a ideologia de gênero.

Depois da Polônia e da Hungria, a Bulgária disse não às pressões da União Europeia (UE) pela aceitação do conceito de “gênero” como mera construção social e não uma realidade disposta por Deus e a ordem natural que, em consequência, deve ser respeitada de acordo com normas morais divinas e humanas.

O Tribunal Constitucional búlgaro – equivalente ao STF brasileiro – decidiu por oito votos a quatro que a adesão da Bulgária a um documento da UE relacionado ao combate à violência contra a mulher, assinado em 2011, é inconstitucional, noticiou o site Sempre família.

O rechaço foi motivado pela definição de “gênero” que consta no texto. Todas as quatro mulheres do tribunal se posicionaram contra o documento da UE.

Os juízes búlgaros do órgão supremo dizem na decisão: “a definição de gênero como conceito social questiona os limites entre os dois sexos biologicamente determinados, o homem e a mulher”.

O texto dos juízes também sustenta que “se a sociedade já não diferencia o homem da mulher, a luta contra a violência às mulheres se torna impossível”.

As associações contrárias à imposição da UE repudiaram especialmente “a noção inaceitável de gênero nos jardins de infantes e nas escolas”.

A medida, se aprovada, abriria o passo à equiparação da união de pessoas do mesmo sexo com o casamento de acordo com a Lei de Deus e da natureza.

Também impulsiona projetos de lei perversos referentes à transexualidade como já existem em várias partes da Europa.

Por sua vez, o presidente da Polônia, Andrej Duda, anunciou um plebiscito sobre mudanças na Constituição do país, noticiou o mesmo site.

Entre as questões submetidas à vontade popular está a possibilidade do documento magno incluir uma referência explícita aos valores e à herança cristã polonesa.

O governo pretende fortalecer a identidade cristã da nação. “O resultado do plebiscito não será vinculativo, mas servirá como indicador das mudanças que a sociedade polonesa quer para sua Constituição”, esclareceu o presidente.

A Polônia e a Hungria se destacaram nos últimos anos com políticas da identidade cultural e cristã do país.

Essas nações optaram por recusar a recepção indiscriminada de imigrantes islâmicos, e estimulam o aumento da natalidade entre os próprios nacionais.

Agindo assim repelem o amoralismo socialista soviético que Putin quer manter sorrateiramente, embora algo mitigado, na Rússia.

Também contradiz o equivalente amoralismo da Revolução Cultural em andamento na União Europeia.

Essa Revolução da amoralidade igualitária conta, infelizmente, até com sofismas, apoios indiretos e estímulos eficazes do progressismo católico.

E se está evidenciando cada vez mais no pontificado do Papa Francisco.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Profanações e blasfêmias em vingança pela derrota do aborto

Imagens de Lourdes profanadas com tinta  na igreja de Santa Maria Betânia
Imagens de Lourdes profanadas com tinta
na igreja de Santa Maria Betânia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Duas semanas após a derrota do projeto de aborto no Senado da Argentina, três igrejas católicas de Buenos Aires foram atacadas com tinta vermelha, pichações e cartazes contra a vida, noticiaram a Agência Informativa Católica Argentina – AICA, e ACIPrensa.

Os ataques visaram as paróquias de Santa Maria de Betânia, de Nossa Senhora das Dores e o santuário de Jesus Sacramentado, todos eles no bairro de Almagro, região central de Buenos Aires.

Os grosseiros atentados confirmaram o caráter religioso anticatólico que caracteriza a ofensiva contra a vida na Argentina, e por similitude no mundo.

Na paróquia de Santa Maria de Betânia foi profanada uma imagem externa do templo dedicada à aparição de Nossa Senhora em Lourdes e a Santa Bernadette.

Os agressores deixaram cartazes com insultos contra a Igreja e em favor do aborto.

O vigário paroquial, Pe. Salvador Gómez, declarou à TV Todo Noticias que de início achou que se tratava de sangue humano, mas logo percebeu se tratar de tinta vermelha.

Um cartaz revelava o fundo ideológico dos agressores dizendo: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo” e “as raparigas mortas não voltam mais, vocês são os culpados”.

No Santuário de Jesus Sacramentado um dos cartazes deixados dizia: “Igreja e Estado, assunto separado”, em alusão à união entre a Igreja Católica e o Estado que ainda vigora na Argentina, embora muito contestada pelas esquerdas laicas e eclesiásticas.

O cartaz menor diz: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo”
O cartaz menor diz: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo”
Os sacerdotes do santuário responderam em comunicado que não pensam mudar o rumo de seu apostolado religioso. Ressaltaram que não recebem subsídios do Estado – aliás, contrariamente às ONGs abortistas e feministas.

O bispo de Gualeguaychú, Mons. Héctor Zordán, que foi pároco antes de ser nomeado bispo na igreja de Nossa Senhora das Dores atacada da mesma forma, repudiou a profanação.

Outra vingança reveladora do fundo religioso da militância abortista frustrada foi fornecido pela quase ignota Coalizão Argentina pelo Estado Laico – CAEL.

Essa associação convocou voluntários para se desfiliarem da Igreja Católica pelo fato do projeto do aborto ter sido derrubado pelo Senado, informou a “Folha de S.Paulo”.

O grupo anticlerical repete este tipo de apostasias públicas e por escrito desde 2009, com paupérrimos resultados, mas é muito ecoado pela imprensa que agiganta suas verdadeiras dimensões.

A CAEL exibe um símbolo pedindo a separação entre Igreja e Estado pintado num lenço preto. Esse lenço foi afixado nas igrejas alvo dos atentados acima referidos.

A CAEL passou a aproveitar os escândalos de alguns clérigos na Igreja para reivindicar que sejam tirados os sinais católicos de locais públicos, cobrar impostos às paróquias e mais um projeto de lei para liberalizar a matança de inocentes.

A Igreja lembrou que a única saída de suas filas é a excomunhão. A organização CAEL começou então a pedir que aos pais adiem o batismo dos filhos.

Grave ofensa a Nossa Senhora das Graças na cidade de San Luis
Grave ofensa a Nossa Senhora das Graças na cidade de San Luis
O grupo reuniu uma pequena marcha em que os participantes pediam aos berros uma “apostasia coletiva” em resposta à “intolerância da Igreja com relação ao tema do aborto e os abusos de padres pedófilos”.

Malgrado a muita agressividade dos manifestantes, o ato caiu no vazio.

Paola Rafetta, uma dirigente da CAEL embaralhou as reivindicações ateias com críticas à ditadura militar (1976-1983), da qual “a Igreja foi cúmplice”, segundo ela.

A entidade recebeu apoio de algumas Mães e Avós da Praça de Maio, ativistas da esquerda outrora ligadas a Fidel Castro e hoje amparadas por Cristina Kirchner, ao menos enquanto não acabar no cárcere. Também têm boa entrada com o Papa Francisco.

As autoridades eclesiásticas não receberão os fantasiosos formulários da apostasia. A CAEL promete rumorosamente apelar à ONU, enquanto seus ativistas atacam as igrejas, símbolos e tradições católicas.


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Argentina: Batalha vitoriosa
numa “guerra religiosa” que não terminou

Duas multidões pro e contra se enfrentam com slogans e cânticos diante do Congresso
Duas multidões pro e contra se enfrentam com slogans e cânticos diante do Congresso
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









A recusa do aborto pelo Senado argentino revelou a dimensão de um dos maiores conflitos religiosos de nossa época

“Sou católica apostólica romana, e não me envergonho disso” — explicou Cristina Fiore Viñuales, senadora da Província de Salta, na Argentina, para encerrar sua douta justificação técnica para a recusa ao projeto de aborto, no dia 8 de agosto último.

Adolfo Rodríguez Saá, senador pela Província de São Luís, foi também enfático:

Ouvi durante o debate uma permanente condenação à Igreja Católica; e os que pensamos como católicos não somos respeitados. [...] Eu vim aqui defender minhas convicções de católico apostólico e romano”.

Não foram estes os únicos.

A mesma queixa era frequente até mesmo em partidos políticos conflitantes entre si, e a voz das ruas não cessava de repetir: “Dizem que não temos direito a falar porque somos católicos”.

Católicos e abortistas se enfrentam nas ruas

Num ambiente que evocava a revolta de Maio de 68 na França, as fanáticas abortistas portavam um pano verde no pescoço.

Elas se aglomeravam ao lado de agitadores ostentando bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, além de piqueteiros extremistas e grupelhos de ultraesquerda.

Todos eles empenhados em cobrir de injúrias o sentimento católico do povo argentino.

Debate no Senado demorou 16 horas e Debate no Senado demorou 16 horas e Debate no Senado demorou 16 horas e refletiu a polarização da sociedadea polarização da sociedaderefletiu a polarização da sociedade
Debate no Senado demorou 16 horas e refletiu a polarização da sociedade
Escolheram como sua “arma” distintiva cantar em coro palavrões e blasfêmias contra Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora.

Chegaram a encenar um sabbat de bruxas em praça pública, para enviar suas maldições ao presidente Macri, à “burguesia”, ao FMI e ao capitalismo em geral.

Baixíssimos recursos da esquerda radical, numa acirrada confrontação religiosa – é como se pode definir tais manifestações a favor do projeto de aborto, cujo resultado seria a extinção da vida de incontáveis argentinos inocentes, custeadas pelo dinheiro do Estado.

A maioria da população argentina é católica e contrária a esse crime, que viola um dos mais sacrossantos Mandamentos da Lei de Deus: Não matarás.

Porém a mais eficiente e mais desconcertante contribuição em favor do aborto não provinha dos exaltados de sempre, anticatólicos promotores da matança dos inocentes, e sim dos microfones de igrejas e catedrais.

Como que ecoando alguma ordem vinda de Roma, esses porta-vozes religiosos mandaram silenciar a doutrina católica que proíbe a matança dos inocentes.

Mais ainda. Durante uma maciça manifestação contra o aborto ao longo das grandes avenidas centrais de Buenos Aires, dois sacerdotes confidenciaram a velhos amigos a norma baixada pela Conferência Episcopal: o clero não deveria participar da campanha antiabortista, ir às manifestações, rezar publicamente ou abençoar.

Missa pela vida no santuário da padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján.
Missa pela vida no santuário da padroeira da Argentina,
Nossa Senhora de Luján.
E assim os religiosos, enviados por Jesus Cristo para pregar o Evangelho, teriam de se calar para abafá-lo, enquanto dialogam com os seus piores inimigos!

Tal norma é sem dúvida um reflexo da mudança de paradigma, hoje presente na Santa Sé.

Apesar de abandonados no auge da tempestade, cerca de dois milhões de católicos argentinos se manifestaram naquele dia em mais de duzentas cidades do País!

Confira: Em mais de 200 cidades, argentinos dizem NÃO ao aborto

A situação interna do catolicismo argentino estava ficando insustentável.

E foi agravada ainda mais após o Papa Francisco nomear para a Arquidiocese de La Plata, capital da Província de Buenos Aires, Dom Víctor Manuel Fernandez, considerado o ghost writer de documentos-chaves de seu pontificado, como a Amoris laetitia.

Rodeado pelos fiéis que enchiam a sua catedral, bradando “Pela vida, aborto não!”, ele acabaria se recusando a comemorar o NÃO ao aborto, escandalizando assim os fiéis católicos na sua arquidiocese, no país e no mundo!

Seu procedimento só não foi mais doloroso, e em distonia com os fiéis, porque ainda mais assombroso foi o silêncio do Papa Francisco sobre essa estrepitosa vitória da moral e da religião católica.

Sobretudo por ser a Argentina o país onde ele nasceu!

Sites católicos brasileiros também se manifestaram espantados com a incompreensível e persistente omissão do Pontífice argentino diante do massacre dos inocentes.

Sentindo que se descolavam do povo, os bispos resolveram fazer uma mudança de 180º.

Começaram a criticar o aborto, e até chegaram a convocar passeatas de protesto em homilias e atos oficiais.

Pressionados pela exigência dos leigos, convocaram uma grande missa campal no santuário nacional da Padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján, que congregou por volta de 40 mil pessoas sob a chuva e o frio.

Quando aumentavam as blasfêmias abortista-comunistas, do lado pro vida subia um terço feito de balões
Quando aumentavam as blasfêmias abortistas-comunistas,
do lado pro vida subia um terço feito de balões
O cardeal Mario Aurelio Poli, Arcebispo de Buenos Aires, agendou uma missa na catedral para a hora em que a matéria estivesse sendo votada no Senado.

Repercussões da derrota abortista

A vitória católica foi partilhada por grande número de militantes pela vida no mundo.

Youtube e grandes órgãos de imprensa internacional – como “Il Corriere della Sera”, de Milão, e “El País”, de Madri – retransmitiram online o prolongado debate de 16 horas no Senado.

Na Itália, por exemplo, os assistentes enchiam as colunas com comentários críticos aos senadores abortistas, juntamente com numerosas orações e jaculatórias.

Mas os senadores amigos de todas as esquerdas desconheciam o clamor popular e revidavam com ataques e ameaças ao catolicismo, inclusive pessoais, contra os colegas que não votassem a favor do projeto anticristão.

É difícil medir, mas fácil compreender, a frustração das esquerdas leigas ou religiosas com a recusa plena desse projeto.

Abortistas, comunistas e piqueteiros peronistas protagonizaram nas ruas, em torno do Congresso, badernas próprias do derrotado que não sabe perder. Foram logo dissolvidas pela polícia.

Atitude análoga foi assumida por grandes jornais, que vituperam as fake news das redes sociais apenas quando elas não servem às esquerdas.

O grande quotidiano socialista “El País”, de Madri, deblaterou contra a Argentina, que teria retrocedido um século ao recusar um projeto generoso — na verdade, criminoso — liberalizador do aborto até os níveis degradantes aceitos em países da União Europeia.

Fanatismo abortista deu em crises de desespero diante do fracasso anticristão.
Fanatismo abortista acabou em crises de desespero diante do fracasso anticristão.
O jornal pró-socialista “Le Monde”, de Paris, bateu todos os recordes de fake news, ao afirmar que diante do Congresso argentino havia dois milhões de pessoas pró-aborto.

Fato materialmente impossível, aliás, mas que servia para desabafar a sua “democrática” antipatia a uma decisão que se reveste de características democráticas.

Um engenheiro argentino, de férias com a família na China, escreveu num foro virtual que, ao sair de uma igreja católica no centro histórico de Xi’an, cidade que foi capital imperial, foi abordado por um grupo de freiras que haviam acompanhado de perto a polêmica sobre o aborto na Argentina e o seu auspicioso desfecho.

Emocionadas, elas o felicitaram, acrescentando que os argentinos não podiam imaginar o efeito universal da sua recusa à morte de inocentes.

Perspectivas para o futuro

O fracasso dessa ofensiva abortista trouxe alegria e ânimo a todos os que lutam pela Lei de Deus no mundo, desafiando até a mudança de paradigma do Papa Francisco.

Mas trata-se ainda de uma batalha no início de uma guerra.

De grande valor, mas uma batalha à qual se seguirão outras.

Os defensores do aborto, e seus relativistas parceiros dos ambientes eclesiásticos, fazem antever que não arredarão o pé na Argentina.

Juram que voltarão à carga em 2019, com novo projeto.

Comentaristas mais argutos observam que, devendo uma eleição renovar parcialmente o Congresso, os candidatos não ousarão defender uma bandeira tão impopular como a do aborto.

Em 2020 os inimigos de Cristo, da Igreja e da vida voltarão sem dúvida a agir.

Contarão para isso com o silêncio do Papa, dos bispos e dos maus sacerdotes a respeito da moral e da doutrina católica?



domingo, 5 de agosto de 2018

Sacerdotes australianos
preferem prisão a violar o secreto da confissão

Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental “é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental
“é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. Michael Whelan, pároco de St. Patrick, em Sydney, esclareceu de público que o Estado não pode constranger os sacerdotes católicos a praticarem o mais grave dos crimes. “Não estou disposto a isso”, disse.

E acrescentou que ele e outros sacerdotes estão “dispostos a ir ao cárcere” antes que romper o segredo de confissão, noticiou a agência ACIPrensa.

A Igreja não está por cima da lei, mas “quando o Estado mina a essência do que significa ser católico, resistiremos”.

O Pe. Whelan falou após a Assembleia Legislativa do Território de Canberra aprovar lei obrigando os sacerdotes a transgredir o segredo da confissão nos casos envolvendo algum abuso sexual. A norma entrará em vigor no dia 31 de março de 2019.

O Território de South Australia aprovou lei similar e Nova Gales do Sul estuda norma parecida.

Em South Australia, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Adelaide, Mons. George O’Kelly, afirmou que “os políticos podem mudar a lei, mas nós não podemos mudar a natureza do confessionário, onde o sacerdote representa a Cristo”.

Por isso, o bispo da cidade disse que essa lei não pode ser aplicada.

O arcebispo de Melbourne (segunda maior cidade da Austrália, com mais de quatro milhões de habitantes, 23% dos quais católicos), Mons. Denis Hart e vários sacerdotes anunciaram que não obedeceriam essa lei iníqua e imoral.

terça-feira, 17 de julho de 2018

De volta as escolas que respeitam a psicologia dos meninos e das meninas

Rendimento escolar específico cresce a olhos vista.
Rendimento escolar específico cresce a olhos vista. Escola católica nos EUA.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Ressurgem as escolas exclusivas para meninos ou meninas. Elas favorecem o desenvolvimento de uns e de outras. E estão aumentando a cada ano. Hoje somam 240 mil escolas em 70 países no mundo.

Uma moda inspirada no espírito anárquico igualitário de Maio de 68 e no relativismo moral espalhado em nome de Concílio Vaticano II desqualificou as escolas single-sex (só para meninos ou só para meninas).

A revolução cultural-sexual da Sorbonne começou em marco de 1968 na Universidade de Nanterre, na periferia de Pais, reclamando toaletes comuns para homens e mulheres.

Hoje, essa reivindicação está no cerne da agenda LGBT e causa profundas divisões nos EUA, onde a população recusa a mistura de toaletes que admitiria aos transexuais.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Doceiro recusa bolo a dupla LGBT, é processado, mas vence na Suprema Corte dos EUA

Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou em favor do confeiteiro cristão Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver, estado do Colorado, que recusou fazer um bolo de casamento para um casal homossexual por motivos religiosos.

A informação agastou tubas da mídia americana como o “The Washington Post” e foi ecoada até por órgãos da mídia brasileira como o “O Estado de S.Paulo”. 

Os ministros do Supremo discordaram por 7 x 2 da Comissão de Direitos Civis do Colorado que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. A Suprema Corte considerou que a Comissão mostrou hostilidade a uma religião.

A Suprema Corte considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em raça, sexo, estado civil ou orientação sexual.

terça-feira, 5 de junho de 2018

O grande retorno da França ao catolicismo histórico

Manifestação contra o 'casamento' homossexual em Paris
Manifestação contra o 'casamento' homossexual em Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Na secular guerra cultural e religiosa contra a Igreja Católica desencadeada pela Revolução protestante, prosseguida pela Revolução Francesa, laica e igualitária, continuada por sua vez pela atual revolução marxista e o comuno-anarquismo gramsciano e sorboniano, está se definindo uma inversão de tendências.

A surpreendente rotação foi sagazmente analisada pelo escritor especialista no catolicismo Henri Tincq numa entrevista para a revista “Le Point”.

Henri Tincq é um dos grandes bardos do “catolicismo progressista” protocomunista que mina a prática católica na França desde o Concílio Vaticano II.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Centenas de muçulmanos recebem o batismo católico na França

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Mais de 4.258 adultos – 40% a mais que no ano passado – receberam o batismo na Igreja Católica na França na vigília da Páscoa.

Entre esses havia 280 pessoas que renunciaram ao islamismo, um número que está crescendo nos últimos anos, segundo a Conferência Episcopal da França (CEF) citada pelo “Times of Israel”.

Na vigília da Páscoa se celebra a Missa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo em que tradicionalmente é dado o batismo aos catecúmenos.

Perto de 60% dos adultos tinha entre 18 e 35 anos. 53% e provinha de famílias de tradição cristã. 22% até a conversão se diziam “sem religião”, ou ateus. O número dessas conversões aumentou 35% nos últimos dez anos.

Os dados foram comunicados à agência France Press pelo Pe. Vincent Feroldi, diretor do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos da CEF, quem destacou que “até 2016, o número desses casos estava sempre embaixo de 200”.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Em mais de 200 cidades,
argentinos dizem NÃO ao aborto

Marcha pela vida e contra o aborto, Buenos Aires.
Marcha pela vida e contra o aborto, Buenos Aires.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Perto de dois milhões de argentinos em pelo menos 204 cidades das 24 províncias (estados) manifestaram contra os projetos de despenalização do aborto, durante o mês de março.

Em Buenos Aires, o amplo espaço reservado para a manifestação nos parques de Palermo e avenidas que o atravessam foi desbordado pela multidão especialmente na famosa e imensa Avenida del Libertador, informou “La Nación”.

As mobilizações nas capitais das províncias tiveram uma adesão popular até maior proporcionalmente.

Em Córdoba, por exemplo, compareceram mais de 60.000 pessoas e em Santa Fé, por volta de 40.000, segundo o “Clarin”.

O site Infobae fez uma extensa lista dos locais de onde se reuniram os manifestantes que inclui as maiores cidades desde o extremo norte do país nas fronteiras do Brasil, Paraguai e Bolívia até Ushuaia na Terra do Fogo.

As marchas foram convocadas por diversos grupos religiosos, médicos e organizações pela vida.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A França desliga celulares nas escolas

Sem personalidade, sem cultura, incapazes de se relacionar com os colegas
Sem personalidade, sem cultura, incapazes de se relacionar com os colegas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A França proibiu que os alunos de até 15 anos tirem do bolso ou usem o celular no horário escolar, recreios incluídos.

Falando para a rádio RTL, o ministro da Educação Jean-Michel Blanquer explicou se tratar de “uma mensagem de saúde pública para as famílias”, reportou “El Mundo” de Madri.

“Por vezes, um celular pode ser necessário por razoes ligadas ao ensino. Porém, seu uso deve ser controlado”, sublinhou o ministro. “É bom que as crianças não fiquem tanto tempo diante da telinha. Melhor seria que nunca o façam antes do sete anos de idade”.

A proibição mentalmente profilática vigorará desde setembro (2018). Não impedirá levar os celulares para a escola, mas sim emprega-los em qualquer ponto do recinto educativo.

Os sindicatos de esquerda se revoltaram. Mas os pais dos alunos reclamavam muito a medida.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Islã progride porque a moral católica é contrariada e abandonada

Paris: a violência não lhes garante a ocupação, mas sim o vazio moral e populacional cristão
Paris: a violência não lhes garante a ocupação, mas sim o vazio moral e populacional cristão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Os atentados terroristas islâmicos contra o Ocidente ex-cristão não cessam. Antes, multiplicam-se e se intensificam.

Na hora que começamos a escrever, o mais recente deles semeou a morte em Manhattan, Nova York. Mas não é impossível que, quando tivermos terminado de redigir, outro ou vários tenham sido perpetrados não se sabe onde.
Em território como o espanhol, invadido em algum momento histórico pelas hordas maometanas, a agressão alega o “direito” de “reconquista”.

Mas o Corão ordena avançar também sobre territórios nunca invadidos previamente por seus sequazes. Se o Brasil não está sofrendo atentados, é apenas por uma questão de proximidade geográfica. Em dado momento eles poderão começar.

Acresce que em países como a Espanha, com o desfazimento da família as crianças não nascem e a população mirra.

Uma consequência disso é o fechamento pelos governos de escolas do ensino fundamental.

Média de idade no Oriente e na Austrália. Japão em ponto crítico.
Média de idade no Oriente e na Austrália. Japão em ponto crítico.
O exemplo paradigmático escolhido por Giulio Meotti, diretor cultural do jornal “Il Foglio”, é o do Japão: quando o número de alunos cai para menos de 10% de sua capacidade, a escola é fechada.

O governo japonês transforma então os locais para educar crianças em asilos para cuidar dos idosos. Nesse país, 40% da população têm 65 anos ou mais.

Isso não é pesadelo ou ficção científica. O Japão se tornou a nação com a maior concentração de idosos e a mais estéril do mundo, onde se forjou a expressão popular “civilização fantasma“.

O Instituto Nacional de População e Pesquisas de Previdência Social do Japão prevê que por volta de 2040 a maioria das pequenas cidades japonesas terá perdido entre um terço e metade de sua população.

Muitas câmaras municipais não podem mais operar: os representantes não têm a quem representar! Foram então fechadas.

Média de idade na Europa. Muitos países em estado crítico.
Média de idade na Europa. Muitos países em estado crítico.
O número de restaurantes caiu de 850 mil em 1990 para 350 mil hoje. A causa aduzida é o “esgotamento da vitalidade”.

As previsões também sugerem que em 15 anos o Japão terá 20 milhões de casas abandonadas.

Será também este o futuro da Europa?

Especialistas em demografia já falam da Europa como o “Novo Japão“. O Japão, no entanto, se defende proibindo a imigração muçulmana, diz Meotti.

Mas a Europa está cometendo suicídio demográfico, fazendo o que o historiador britânico Niall Ferguson chama de “a maior redução sustentada da população desde a Peste Negra do século XIV”, segundo observou recentemente o historiador George Weigel.

E os muçulmanos convergem na Europa para preencher esse vazio.

O arcebispo de Estrasburgo, Dom Luc Ravel, citou o que “os muçulmanos devotos (...) chamam de a Grande Substituição. Eles afirmam de maneira tranquila e resoluta: ‘um dia, tudo isso, tudo isso, será nosso’”...

Média de idade no Oriente próximo. Milhões poderiam migrar e invadir
Média de idade no Oriente próximo. Milhões poderiam migrar e invadir.
O instituto interdisciplinar de estudos Centro Machiavelli julga que, pelas tendências atuais, por volta do ano 2065 os descendentes dos imigrantes da primeira e segunda geração de islâmicos ultrapassarão 22 milhões de pessoas. Ou seja, mais de 40% da população da Itália.

Na Alemanha, 36% das crianças menores de cinco anos têm pais imigrantes.

Em 13 dos 28 países membros da UE, em 2016, morreram mais pessoas do que nasceram.

A queda livre demográfica é mais visível na “nova Europa”, em países do antigo bloco soviético como Polônia, Hungria e Eslováquia, que foram formados oficialmente na imoralidade do socialismo ateu e igualitário.

Neles está explodindo a “bomba do decrescimento populacional”, colapso devastador da taxa de natalidade que o analista de questões contemporâneas Mark Steyn chamou de “o maior problema da nossa época“.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán salientou que há aqueles que querem preencher o vazio populacional europeu recorrendo à imigração.

Não é o caso de seu país, onde querem resolver os problemas demográficos com os próprios recursos, em primeiro lugar “renovando-nos espiritualmente”.

As cercas não os conterão. Querem invadir, são jovens. Os europeus parecem punidos por limitar a natalidade e abandonar a família católica
As cercas não os conterão. Querem invadir, são jovens.
Os europeus parecem punidos por limitar a natalidade e abandonar a família católica
O problema maior não é saber se a Europa será muçulmanizada. É saber se ela “continuará a pertencer aos europeus”, reflete Meotti.

E o problema é antes de tudo moral e religioso. Está na essência da família.

Houve uma época em que os países da Europa Oriental temiam os tanques soviéticos, agora eles temem os berços vazios, comenta Meotti.

Segundo a ONU, a Europa Oriental tinha cerca de 292 milhões de habitantes em 2016, 18 milhões a menos do que no início da década de 1990. O número é equivalente a toda a população da Holanda.

Segundo o jornal Financial Times, a Europa Oriental sofre “a maior perda de população na história moderna”.

Sua população está diminuindo como nunca antes. Nem durante a II Guerra Mundial, com os massacres, deportações e movimentos populacionais soviéticos se chegou a tal abismo.

A imigração islâmica em massa zerará as estatísticas negativas, mas a Europa também se tornará uma “civilização fantasma” que cometeu um tipo de suicídio diferente, porém mais atroz, conclui Meotti.



Acréscimo de Giulio Meotti


Média de idade na América do Sul também está decaindo,
e os problemas da migração invasora virão junto
A Romênia perderá 22% da população até 2050, seguida pela Moldávia (20%), Letônia (19%), Lituânia (17%), Croácia (16%) e Hungria (16%). Romênia, Bulgária e Ucrânia são os países onde o declínio da população será mais drástico.

Estima-se que em 2050 a população da Polônia encolherá dos atuais 38 milhões para 32 milhões. Cerca de 200 escolas foram fechadas, mas há crianças suficientes para preencher as que ainda restam.

Na Europa Central, a proporção dos habitantes com “mais de 65 anos” aumentou em mais de um terço entre 1990 e 2010.

A população húngara encontra-se no ponto mais baixo em meio século. O número de habitantes diminuiu de 10.709.000 em 1980 para 9.986.000 milhões hoje.

Em 2050 Hungria terá milhões de habitantes a menos e, em cada três deles, um terá mais de 65 anos. A Hungria conta hoje com uma taxa de fertilidade de 1,5 filhos por mulher. Se excluirmos a população cigana, o número cai para 0,8, o mais baixo do mundo.

Entre 2015 e 2050, a Bulgária terá o declínio populacional mais célere do mundo: mais de 15%, juntamente com a Bósnia Herzegovina, a Croácia, a Hungria, o Japão, a Letônia, a Lituânia, a Moldávia, a Romênia, a Sérvia e a Ucrânia.

Em 30 anos a população búlgara deverá cair de cerca de 7,15 milhões de habitantes para 5,15 milhões – uma queda de 27,9%.

Em 1990 nasceram na Romênia pós-comunista 315 mil crianças. Hoje, os dados oficiais registram 178 mil bebês. Em 2016, a Croácia teve 32 mil nascimentos, um declínio de 20% em relação a 2015.

Quando a República Tcheca fazia parte do bloco comunista, sua taxa de fertilidade se encontrava próxima do índice de substituição populacional (2,1). Hoje é o quinto país mais estéril do mundo!

A Eslovênia tem o PIB per capita mais alto na Europa Oriental, mas uma taxa de fertilidade extremamente baixa.