terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Melhor dar certo na familia do que na profissão

Natal em família
Natal em família
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Fundar uma família e viver rodeado de pessoas amadas e que nos amam é a essência da realização pessoal para 26% (primeiro ponto) e 23% (segundo) dos franceses, segundo enquete da conceituada empresa Harris, noticiou “Le Fígaro” de Paris.  As percentagens são cumulativas atingindo quase 50%.

No que é que consiste o sucesso na vida?

Em fazer uma carreira brilhante?

Em achar um trabalho apaixonante?

Em ter uma conta bancária bem polpuda?

Nada disso.

A família e os amigos são os principais critérios de uma vida bem sucedida para um francês de cada dois.

Fundar uma família e viver rodeado de pessoas amadas e que nos amam é a essência da realização pessoal para mais de 49% dos franceses segundo o inquérito de numa base de 1501 franceses com 18 anos ou mais.

O sucesso tipo artista de cinema ou esportista da capa dos jornais jamais foi bem considerado numa França que contra todas as aparências continua subconscientemente impregnada pela mentalidade católica e que desconfia do dinheiro.

Só 12% dos consultados põe na frente ganhar bem e só 5% acha que o amor pela profissão seja uma medida da realização.

A vida profissional só é citada para dizer que deve estar a serviço da vida familiar. O equilíbrio entre as duas é muito prezado por 18% dos consultados.

Família francesa rezando na mesaSão muitos os franceses que acham que seus ordenados não são equitativos em relação a seu engajamento e que não recebem o reconhecimento que merecem.

Porém, a família é o refúgio tranquilizador nos tempos de crise malgrado aos indagadores nunca lhes ter ocorrido “considera-la como um critério de realização pessoal”, registrou Jean-Daniel Lévy, diretor do setor de política e opinião de Harris Interactive.

“Fazer carreira” é fonte de ansiedade e de críticas à vida profissional. “Isso explica os desejos de trocar por empregos aparentemente menos prometedores e menos remuneradores”.

Essa tendência põe no primeiro lugar a felicidade familiar, sobre tudo entre aqueles que já conseguiram reunir um certo pecúlio.

A propriedade privada vem logo a seguir, sobre tudo do lar. “O trabalho não é o ambiente onde as pessoas se sentem melhor interpretadas”, explica o sociólogo François de Singly.

“Após a ruptura de Maio 68, achava-se que a família tinha perdido sua centralidade, mas o fato é que ela triunfa hoje como o lugar privilegiado para as pessoas se expandirem como gostariam”.

Do ponto de vista econômico, a preocupação dominante é ganhar o necessário para viver, segundo 80% dos consultados.

Mas do ponto de vista das posses, o mais prezado é possuir o próprio lar. Essa posse é valorada como o símbolo de ter atingido um patrimônio financeiro importante, muito mais do que qualquer outro.



domingo, 22 de dezembro de 2019

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Veja vídeo
Natal: Noite Feliz, CLIQUE PARA VER


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Vencendo as trevas, a Luz de Cristo que brilha no Natal jamais se extinguirá

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Natal é comemorado em toda a face da Terra.

Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.

Por quê?

A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade.

Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!

O gênio da Igreja passando pelos povos alemães produz algo único; passando pelo povo espanhol faz uma outra coisa inconfundível e admirável, e depois mais aquilo e aquilo outro num outro povo, num outro continente, numa outra raça.

No fundo é a Igreja iluminando, abençoando por toda parte. É Deus que na Sua Igreja realiza maravilhas da festa de Natal.

Canta a liturgia : “Puer natus est nobis, et Filius datur est nobis...”

“Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado.

“Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.

“Cantai a Deus um cântico novo, porque fez maravilhas”.

Veja vídeo
Vídeo: Igreja Católica:
alma do Natal
Aquele Menino nos foi dado — e que Menino! Então, cantemos a Deus um cântico novo.

O Natal do católico é sereno, cheio de significado, e ao mesmo tempo elevado como o interior de uma igreja!

A vitalidade inesgotável da festa natalina é sobrenatural, produz na alma católica uma paz profunda, uma sede insaciável de heroísmo, e um voltar-se completamente para as coisas do Céu.

No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!

Porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra!



Vídeo: A Igreja Católica: alma do Natal



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A Assunção: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Luis Dufaur
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Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Ali só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens.

Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações.

E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus.

Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da terra e unir-se com Deus Pai transcendendo esse mundo onde nós estamos para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

Jesus Cristo quis que Nossa Senhora tivesse a mesma forma de glória.

Assim como Ela tinha participado como ninguém do mistério da Cruz, que Ela participasse também da glorificação dEle.

A glorificação dEla se deu sendo levada aos céus.

Foi uma assunção e não uma ascensão. A ascensão foi a de Nosso Senhor ao céu por Sua própria força e poder.

A coroação no Céu foi a culminação da Assunção.
Fra Angelico  (1395 – 1455). Galeria degli Uffizi, Florença
A assunção não é igual. Nossa Senhora não subiu ao Céu por um poder próprio, mas pelo ministério dos anjos. Ela foi carregada aos céus pelos Anjos.

Foi a grande glorificação dEla nesta terra, prelúdio da glorificação dEla no Céu.

No momento em que Ela entrou ao Céu, Ela foi coroada como Filha dileta do Padre Eterno, como Mãe admirável do Verbo Encarnado e como Esposa fidelíssima do Divino Espírito Santo.

Nós devemos conceber a Assunção como um fenômeno gloriosíssimo.

Infelizmente, os pintores da Renascença para cá não souberam descrever a glória que cercou este espetáculo.

Quando se quer glorificar alguém, todo mundo se põe nos seus melhores trajes, na casa se exibem os melhores objetos, se ornamenta com flores, tudo aquilo que há de mais nobre é exibido para glorificar a pessoa a quem se quer homenagear.

Esta regra da ordem natural das coisas é seguida também no Céu. Então é claro que o maior brilho da natureza angélica, o fulgor mais estupendo da glória de Deus deve ter aparecido no momento em que Nossa Senhora subiu ao Céu.

Muitas vezes na história a presença dos anjos se faz sentir de um modo imponderável, embora não seja uma revelação deles.

Mas nesta ocasião, deveriam estar rutilantíssimos, num esplendor invulgar.

É natural também que o sol tenha brilhado de um modo magnífico, que o céu tenha ficado com cores variadas refletindo a glória de Deus como numa verdadeira sinfonia.

Assunção, igreja de São Cipriano, Londres
É natural que as almas das pessoas que estavam na terra tenham sentido essa glória de um modo extraordinário, a verdadeira manifestação do esplendor de Deus em Nossa Senhora.

Nenhum dos esplendores da natureza podia se comparar com o esplendor pessoal de Nossa Senhora subindo ao Céu.

À medida que Ela ia subindo, como num verdadeiro monte Tabor, a glória interior dEla ia transparecendo aos olhos dos homens.

O Antigo Testamento diz dEla: omnis glória eius filia regis ab intus ((Ps 44, 10) – toda a glória da filha do rei lhe vem de dentro.

Com certeza essa glória interna dEla se manifestou do modo mais estupendo quando, já no alto de sua trajetória celeste, Ela olhou uma última vez para os homens, antes de deixar definitivamente esse vale de lágrimas e ingressar na glória de Deus.

Foi o fato mais esplendorosamente glorioso da história depois da Ascensão de Nosso Senhor.

Comparável apenas com o dia do Juízo Final em que Nosso Senhor Jesus Cristo virá em grande pompa e majestade para julgar os vivos e os mortos.

Junto com Ele, toda reluzente da glória dEle, aparecerá também Nossa Senhora. Nós devemos considerar aí a impressão que tiveram os apóstolos e os discípulos quando A viram subir ao Céu.

A tradição narra que o apóstolo São Tomé duvidou da Ascensão. Por isso foi convidado por Nosso Senhor a meter a mão na chaga sagrada do flanco dEle.

Ele recebeu a Pentecostes e ficou confirmado em graça e um grande santo.

Mas conta uma tradição venerável que, porque ele duvidou da Ascensão, na hora da morte e da Assunção de Nossa Senhora ele não estava presente.

Quando chegou Nossa Senhora já estava a certa distância da terra.

E ali vemos a índole de Nossa Senhora super materna, incomparável. Quando

Foi um castigo pungente e merecido por uma culpa tão reparada. Então, conta-se que Ela sorrindo, concedeu uma graça a ele que não concedeu a nenhum outro:

Ela desatou o seu cinto e de lá de cima fez cair o cinto sobre ele, que ele recebeu – não como um perdão, porque ele já estava perdoado – mas como uma suprema graça, que era uma relíquia dEla atirada para ele do mais alto dos céus.

Assunção, col. UTS, manuscrito MS49
Assim faz Nossa Senhora quando tem algo a perdoar a algum filho muito dileto.

Ela pune às vezes, porque às vezes Ela nem sequer pune, mas Ela o faz com um sorriso tão bondoso, de um perdão tão completo e de uma graça tão grande que São Tomé poderia mostrar esse presente dizendo: “o felix culpa, ó culpa feliz! Eu tive a desgraça de duvidar de meu Salvador, mas em compensação eu tive a felicidade de receber esta relíquia direta e celeste de minha Mãe Santíssima”.

O último favor dEla, a amenidade mais extrema, a bondade mais suave Ela deu exatamente a São Tomé.

Isto nos deve encorajar.

Não há nenhum de nós que não tenha falhas, não tenha algum perdão a pedir.

Nós devemos pedir a Nossa Senhora na festa da Assunção que Ela olhe para nossas falhas, e nos dê um perdão.

Se nós chegarmos atrasados, que Ela nos dê o favor especial, particularmente rico e suave, de maneira tal que quando os acontecimentos anunciados por Nossa Senhora em Fátima nós estejamos prontos.

Em Fátima durante no milagre do sol, esse se manifestou de um modo tão esplêndido, num espetáculo de terribilidade.

Na Assunção de Nossa Senhora poderemos ir nos preparando para os grandes momentos previstos em Fátima com a certeza de que Ela nos sorrirá com a super maternidade com que tratou a São Tomé.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra de 10.8.1968, sem conferição do autor)


Vídeo: Assunção da imagem de Nossa Senhora em Cantillana, Espanha, 2017





O mesmo ato da assunção, completo, em 2013




terça-feira, 18 de junho de 2019

Onda pela vida varre os EUA

Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Mike Gonidakis, Sue Swayze Liebel e Eric Johnston
obtiveram vitórias legislativas estaduais pela vida
Luis Dufaur
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É uma onda na maioria dos estados dos EUA. E é uma onda pela vida, avaliou com pesar o jornal arauto do aborto “The New York Times”.

Um estado após outro aprovou amplas restrições do massacre dos inocentes neste ano, chegando à proibição quase total em Alabama, à proibição em Ohio após detectar latido fetal e à interdição em Utah após as 18 semanas.

Vários estados sancionaram leis que desafiam as proteções judiciárias federais ao aborto com júbilo dos setores conservadores e temor nas esquerdas.

Por isso, diz o “The New York Times”, o movimento antiaborto, desenvolvido durante quase cinco décadas, está mais perto do que nunca de reverter a sentença Roe vs. Wade, da Corte Suprema. que legalizou o aborto no país e serviu de modelo para o resto do mundo.

A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman obteve em Missouri a lei que bane o aborto após 18 semanas
A deputada estadual Mary Elizabeth Coleman
obteve em Missouri o banimento do aborto após 18 semanas
O movimento confia em que o presidente Trump aja em favor da vida, agora que a Corte Suprema parece estar inclinada a seu favor.

A determinação de defensores da vida e legisladores antiaborto a nível nacional está impulsionando dúzias de projetos de lei nos últimos meses.

As leis mais claras já aprovadas ainda não entraram em vigor e terão que enfrentar tribunais ideologizados.

Segundo o jornal, isso era previsível, mas parece ser o objetivo dos ativistas antiaborto.

Esta é uma onda que atravessa o nosso país nos estados pela-vida”, disse Sue Swayze Liebel, que lidera o National Pro-Life Women's Caucus. “Todo mundo está pisando o acelerador”, acrescentou.

Grupos antiaborto nacionais, como Susan B. Anthony List ou National Right to Life, fornecem modelos de legislação ou investigação para os defensores da vida.

Alabama, em maio, aprovou a lei mais salvadora de vidas dos EUA, proibindo o aborto a menos que a saúde da mãe corra perigo “grave”.

A lei já está sendo desafiada nos tribunais.

Eric Johnston, presidente da Coalisão Pela-Vida de Alabama, acha que a legislação aprovada em outros estados não vai suficientemente longe.

Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor lidera a ProLife Utah no Legislativo estadual
Mary Taylor, líder de ProLife Utah, sente “inveja” dos estados que aprovam leis antiaborto.

O Legislativo de Utah foi mais cauteloso: proibiu a morte do inocente a partir das 18 semanas.

Ohio foi o primeiro Estado que tentou em 2011, interditar o aborto após de que se detecta latido fetal.

Michael Gonidakis, presidente de Ohio Right to Life, narrou ter recebido telefonemas de “senadores estaduais de quase todos os estados do Meio Oeste” pedindo dicas para suas estratégias.

Também falou pelo telefone com o pessoal do Senado de Kentucky, que pouco depois aprovou sua própria proposta de lei sobre latido fetal.

Os defensores da vida são apoiados por setores religiosos conservadores que nos últimos tempos aumentaram a ênfase contra o aborto, embora infelizmente de Roma só cheguem desestímulos.

Não é só uma ofensiva política, é um movimento cultural que permeia a sociedade.

Em Arkansas, onde a maioria dos abortos após as 18 semanas foi interditada, Rose Mimms, líder de Arkansas Right to Life pressionou e obteve restrições adicionais.

Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
Samuel Lee é outro líder que pede mais leis contra o aborto em Missouri
A indignação dos amantes da vida cresceu desde que o estado de Nova York aprovou o aborto nas etapas finais da gravidez e que o governador de Virginia usara uma linguagem que parecia pelo infanticídio.

Em Mississippi, esse esperneio esquerdista radical induziu a ressurreição de velho projeto que bania o aborto após a 6ª semana.

A lei passou, mas um juiz federal a bloqueou temporariamente.

“Temos que nos unir contra este ataque sem precedentes.

“Estamos lutando pela nossa subsistência”, lamentou Leana Wen, presidenta do Planned Parenthood Action Fund, num esforço desesperado para não perder tudo.

“Não precisamos de coordenação alguma”, respondeu o vice-governador Tate Reeves, de Mississippi.

“O que importa é o ímpeto. Como o ímpeto está crescendo, isso inspira a outros habilidade e certeza de que podem conseguir seu objetivo”, concluiu.


terça-feira, 4 de junho de 2019

Abortista ensina filha a esmagar bebe

Luis Dufaur
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Com um lenço verde, símbolo do abortismo em Argentina, uma menina foi fotografada como propaganda calcando um bebê de brinquedo. O revelador gesto foi registrado durante uma marcha a favor do aborto e a foto foi difundida no país vizinho e no mundo.

A imagem foi execrada nas redes sociais e pelos argentinos pela vida. Eles condenaram a manipulação de uma criança menor de idade, segundo informou ACIDigital.

A propósito vem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que soam como uma maldição:

“Ai de quem escandalizar um desses pequeninos. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno” (Mateus 18,6).

E ainda: “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos” (Lc. 17, 2).

O incidente ocorreu em Buenos Aires (Argentina) durante a marcha pró-aborto chamada “pañuelazo”, em referência ao lenço – pañuelo, em espanhol – usado pelos ativistas que clamam pela matança dos inocentes, em 19 de fevereiro.

A incitação ao genocídio está incubada num projeto de lei de aborto, e aconteceu durante a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito, realizada não só na capital mas em várias cidades da Argentina, com desiguais graus de adesão.

Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.
Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.

Durante o debate sobre a descriminalização do aborto em 2018 que acabou com a recusa plena por parte do Senado, os militantes de esquerda e feminista adotaram o lenço verde como um símbolo, em verdade da morte. Os defensores da vida, militantemente católicos adotaram um lenço celeste que também faz alusão à bandeira nacional.

A recusa da foto polêmica da filha de uma ativista com o lenço verde em Instagram foi tal que a usuária excluiu essa e outras fotos de sua conta.

“É aberrante ver essa reinvindicação tão tendenciosa que quer perverter as gerações futuras. Ver a imagem de uma menina pisando um bebê de brinquedo tem que nos alarmar”, advertiu Ana Belén Marmora, diretora Executiva do grupo Frente Jovem na Argentina.

De fato, os setores abortistas ficaram muito irritados e desapontados com a rejeição total do aborto pelo Senado argentino em agosto de 2018. Desde então participam em manifestações violentas, profanações de igrejas e imagens religiosos, até com pretexto cultural.

Alegam que tais provocações, danos e injúrias são exigências “politicamente corretas” em função do 'avanço de direitos'".

Belén Marmora enfatizou que o abortismo "torna-se tão extremo e fanatizado que acaba pretendendo impor reivindicações absurdas: dizem que querem defender a liberdade das mulheres, mas vemos como se apropriam de uma menor para fanatizá-la e doutriná-la".

Em relação aos direitos, Belém enfatizou que com esse tipo de mensagem, vemos a crueldade do aborto: uma mãe ensinando a própria filha a descartar as pessoas”.

E ainda Belén questionou: “que sociedade nos espera se os pais ensinam seus filhos a pisar na cabeça de outros seres humanos? Que futuro nos espera se ensinamos nossos filhos que os mais vulneráveis podem ser descartados ou que a violência é um meio de justificar nossos desejos?".

Alertou também que “assim como a mãe manipulou sua filha, hoje se busca manipular os jovens em todas as áreas”.

Ela concluiu ressaltando o aspecto alvissareiro das reações populares contra a massacre legal dos inocentes:

Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
“Já estamos nos levantando, disse, sabemos que temos que assumir este grande desafio: ser a nova geração pela-vida que termine com o flagelo do aborto e unir-nos não apenas na Argentina, mas em toda a nossa região para que possamos com nossos atos conscientizar a sociedade e exigir aos nossos legisladores que a opção mais humana e o caminho para ser uma sociedade mais digna é que salvemos as duas vidas”.

O lado triste da noticia positiva de ACIDigital está no incompreensível silêncio, apatia e até animosidade do clero progressista, bispos e sacerdotes, contra os defensores da vida.

Como se os anátemas de Nosso Senhor Jesus Cristo não lhes causassem impressão ou achassem que não foram dirigidos também a eles, como foram dirigidos aos Apóstolos, evangelistas e discípulos que as recolheram com zelo e as instalaram no cerne do Magistério da Igreja há dois mil anos.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Países exescravos do socialismo recusam Revolução Cultural

Juízes do Tribunal Constitucional da Bulgária
Juízes do Tribunal Constitucional da Bulgária
Luis Dufaur
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O Leste Europeu que sofreu em carne própria os horrores da amoralidade oficial socialista soviética, agora que recuperou a liberdade está banindo as perversas leis e costumes russas adotadas pelas esquerdas ocidentais. Entre elas a ideologia de gênero.

Depois da Polônia e da Hungria, a Bulgária disse não às pressões da União Europeia (UE) pela aceitação do conceito de “gênero” como mera construção social e não uma realidade disposta por Deus e a ordem natural que, em consequência, deve ser respeitada de acordo com normas morais divinas e humanas.

O Tribunal Constitucional búlgaro – equivalente ao STF brasileiro – decidiu por oito votos a quatro que a adesão da Bulgária a um documento da UE relacionado ao combate à violência contra a mulher, assinado em 2011, é inconstitucional, noticiou o site Sempre família.

O rechaço foi motivado pela definição de “gênero” que consta no texto. Todas as quatro mulheres do tribunal se posicionaram contra o documento da UE.

Os juízes búlgaros do órgão supremo dizem na decisão: “a definição de gênero como conceito social questiona os limites entre os dois sexos biologicamente determinados, o homem e a mulher”.

O texto dos juízes também sustenta que “se a sociedade já não diferencia o homem da mulher, a luta contra a violência às mulheres se torna impossível”.

As associações contrárias à imposição da UE repudiaram especialmente “a noção inaceitável de gênero nos jardins de infantes e nas escolas”.

A medida, se aprovada, abriria o passo à equiparação da união de pessoas do mesmo sexo com o casamento de acordo com a Lei de Deus e da natureza.

Também impulsiona projetos de lei perversos referentes à transexualidade como já existem em várias partes da Europa.

Por sua vez, o presidente da Polônia, Andrej Duda, anunciou um plebiscito sobre mudanças na Constituição do país, noticiou o mesmo site.

Entre as questões submetidas à vontade popular está a possibilidade do documento magno incluir uma referência explícita aos valores e à herança cristã polonesa.

O governo pretende fortalecer a identidade cristã da nação. “O resultado do plebiscito não será vinculativo, mas servirá como indicador das mudanças que a sociedade polonesa quer para sua Constituição”, esclareceu o presidente.

A Polônia e a Hungria se destacaram nos últimos anos com políticas da identidade cultural e cristã do país.

Essas nações optaram por recusar a recepção indiscriminada de imigrantes islâmicos, e estimulam o aumento da natalidade entre os próprios nacionais.

Agindo assim repelem o amoralismo socialista soviético que Putin quer manter sorrateiramente, embora algo mitigado, na Rússia.

Também contradiz o equivalente amoralismo da Revolução Cultural em andamento na União Europeia.

Essa Revolução da amoralidade igualitária conta, infelizmente, até com sofismas, apoios indiretos e estímulos eficazes do progressismo católico.

E se está evidenciando cada vez mais no pontificado do Papa Francisco.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Profanações e blasfêmias em vingança pela derrota do aborto

Imagens de Lourdes profanadas com tinta  na igreja de Santa Maria Betânia
Imagens de Lourdes profanadas com tinta
na igreja de Santa Maria Betânia
Luis Dufaur
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Duas semanas após a derrota do projeto de aborto no Senado da Argentina, três igrejas católicas de Buenos Aires foram atacadas com tinta vermelha, pichações e cartazes contra a vida, noticiaram a Agência Informativa Católica Argentina – AICA, e ACIPrensa.

Os ataques visaram as paróquias de Santa Maria de Betânia, de Nossa Senhora das Dores e o santuário de Jesus Sacramentado, todos eles no bairro de Almagro, região central de Buenos Aires.

Os grosseiros atentados confirmaram o caráter religioso anticatólico que caracteriza a ofensiva contra a vida na Argentina, e por similitude no mundo.

Na paróquia de Santa Maria de Betânia foi profanada uma imagem externa do templo dedicada à aparição de Nossa Senhora em Lourdes e a Santa Bernadette.

Os agressores deixaram cartazes com insultos contra a Igreja e em favor do aborto.

O vigário paroquial, Pe. Salvador Gómez, declarou à TV Todo Noticias que de início achou que se tratava de sangue humano, mas logo percebeu se tratar de tinta vermelha.

Um cartaz revelava o fundo ideológico dos agressores dizendo: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo” e “as raparigas mortas não voltam mais, vocês são os culpados”.

No Santuário de Jesus Sacramentado um dos cartazes deixados dizia: “Igreja e Estado, assunto separado”, em alusão à união entre a Igreja Católica e o Estado que ainda vigora na Argentina, embora muito contestada pelas esquerdas laicas e eclesiásticas.

O cartaz menor diz: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo”
O cartaz menor diz: “a única Igreja que ilumina é a que pega fogo”
Os sacerdotes do santuário responderam em comunicado que não pensam mudar o rumo de seu apostolado religioso. Ressaltaram que não recebem subsídios do Estado – aliás, contrariamente às ONGs abortistas e feministas.

O bispo de Gualeguaychú, Mons. Héctor Zordán, que foi pároco antes de ser nomeado bispo na igreja de Nossa Senhora das Dores atacada da mesma forma, repudiou a profanação.

Outra vingança reveladora do fundo religioso da militância abortista frustrada foi fornecido pela quase ignota Coalizão Argentina pelo Estado Laico – CAEL.

Essa associação convocou voluntários para se desfiliarem da Igreja Católica pelo fato do projeto do aborto ter sido derrubado pelo Senado, informou a “Folha de S.Paulo”.

O grupo anticlerical repete este tipo de apostasias públicas e por escrito desde 2009, com paupérrimos resultados, mas é muito ecoado pela imprensa que agiganta suas verdadeiras dimensões.

A CAEL exibe um símbolo pedindo a separação entre Igreja e Estado pintado num lenço preto. Esse lenço foi afixado nas igrejas alvo dos atentados acima referidos.

A CAEL passou a aproveitar os escândalos de alguns clérigos na Igreja para reivindicar que sejam tirados os sinais católicos de locais públicos, cobrar impostos às paróquias e mais um projeto de lei para liberalizar a matança de inocentes.

A Igreja lembrou que a única saída de suas filas é a excomunhão. A organização CAEL começou então a pedir que aos pais adiem o batismo dos filhos.

Grave ofensa a Nossa Senhora das Graças na cidade de San Luis
Grave ofensa a Nossa Senhora das Graças na cidade de San Luis
O grupo reuniu uma pequena marcha em que os participantes pediam aos berros uma “apostasia coletiva” em resposta à “intolerância da Igreja com relação ao tema do aborto e os abusos de padres pedófilos”.

Malgrado a muita agressividade dos manifestantes, o ato caiu no vazio.

Paola Rafetta, uma dirigente da CAEL embaralhou as reivindicações ateias com críticas à ditadura militar (1976-1983), da qual “a Igreja foi cúmplice”, segundo ela.

A entidade recebeu apoio de algumas Mães e Avós da Praça de Maio, ativistas da esquerda outrora ligadas a Fidel Castro e hoje amparadas por Cristina Kirchner, ao menos enquanto não acabar no cárcere. Também têm boa entrada com o Papa Francisco.

As autoridades eclesiásticas não receberão os fantasiosos formulários da apostasia. A CAEL promete rumorosamente apelar à ONU, enquanto seus ativistas atacam as igrejas, símbolos e tradições católicas.


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Argentina: Batalha vitoriosa
numa “guerra religiosa” que não terminou

Duas multidões pro e contra se enfrentam com slogans e cânticos diante do Congresso
Duas multidões pro e contra se enfrentam com slogans e cânticos diante do Congresso
Luis Dufaur
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A recusa do aborto pelo Senado argentino revelou a dimensão de um dos maiores conflitos religiosos de nossa época

“Sou católica apostólica romana, e não me envergonho disso” — explicou Cristina Fiore Viñuales, senadora da Província de Salta, na Argentina, para encerrar sua douta justificação técnica para a recusa ao projeto de aborto, no dia 8 de agosto último.

Adolfo Rodríguez Saá, senador pela Província de São Luís, foi também enfático:

Ouvi durante o debate uma permanente condenação à Igreja Católica; e os que pensamos como católicos não somos respeitados. [...] Eu vim aqui defender minhas convicções de católico apostólico e romano”.

Não foram estes os únicos.

A mesma queixa era frequente até mesmo em partidos políticos conflitantes entre si, e a voz das ruas não cessava de repetir: “Dizem que não temos direito a falar porque somos católicos”.

Católicos e abortistas se enfrentam nas ruas

Num ambiente que evocava a revolta de Maio de 68 na França, as fanáticas abortistas portavam um pano verde no pescoço.

Elas se aglomeravam ao lado de agitadores ostentando bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, além de piqueteiros extremistas e grupelhos de ultraesquerda.

Todos eles empenhados em cobrir de injúrias o sentimento católico do povo argentino.

Debate no Senado demorou 16 horas e Debate no Senado demorou 16 horas e Debate no Senado demorou 16 horas e refletiu a polarização da sociedadea polarização da sociedaderefletiu a polarização da sociedade
Debate no Senado demorou 16 horas e refletiu a polarização da sociedade
Escolheram como sua “arma” distintiva cantar em coro palavrões e blasfêmias contra Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora.

Chegaram a encenar um sabbat de bruxas em praça pública, para enviar suas maldições ao presidente Macri, à “burguesia”, ao FMI e ao capitalismo em geral.

Baixíssimos recursos da esquerda radical, numa acirrada confrontação religiosa – é como se pode definir tais manifestações a favor do projeto de aborto, cujo resultado seria a extinção da vida de incontáveis argentinos inocentes, custeadas pelo dinheiro do Estado.

A maioria da população argentina é católica e contrária a esse crime, que viola um dos mais sacrossantos Mandamentos da Lei de Deus: Não matarás.

Porém a mais eficiente e mais desconcertante contribuição em favor do aborto não provinha dos exaltados de sempre, anticatólicos promotores da matança dos inocentes, e sim dos microfones de igrejas e catedrais.

Como que ecoando alguma ordem vinda de Roma, esses porta-vozes religiosos mandaram silenciar a doutrina católica que proíbe a matança dos inocentes.

Mais ainda. Durante uma maciça manifestação contra o aborto ao longo das grandes avenidas centrais de Buenos Aires, dois sacerdotes confidenciaram a velhos amigos a norma baixada pela Conferência Episcopal: o clero não deveria participar da campanha antiabortista, ir às manifestações, rezar publicamente ou abençoar.

Missa pela vida no santuário da padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján.
Missa pela vida no santuário da padroeira da Argentina,
Nossa Senhora de Luján.
E assim os religiosos, enviados por Jesus Cristo para pregar o Evangelho, teriam de se calar para abafá-lo, enquanto dialogam com os seus piores inimigos!

Tal norma é sem dúvida um reflexo da mudança de paradigma, hoje presente na Santa Sé.

Apesar de abandonados no auge da tempestade, cerca de dois milhões de católicos argentinos se manifestaram naquele dia em mais de duzentas cidades do País!

Confira: Em mais de 200 cidades, argentinos dizem NÃO ao aborto

A situação interna do catolicismo argentino estava ficando insustentável.

E foi agravada ainda mais após o Papa Francisco nomear para a Arquidiocese de La Plata, capital da Província de Buenos Aires, Dom Víctor Manuel Fernandez, considerado o ghost writer de documentos-chaves de seu pontificado, como a Amoris laetitia.

Rodeado pelos fiéis que enchiam a sua catedral, bradando “Pela vida, aborto não!”, ele acabaria se recusando a comemorar o NÃO ao aborto, escandalizando assim os fiéis católicos na sua arquidiocese, no país e no mundo!

Seu procedimento só não foi mais doloroso, e em distonia com os fiéis, porque ainda mais assombroso foi o silêncio do Papa Francisco sobre essa estrepitosa vitória da moral e da religião católica.

Sobretudo por ser a Argentina o país onde ele nasceu!

Sites católicos brasileiros também se manifestaram espantados com a incompreensível e persistente omissão do Pontífice argentino diante do massacre dos inocentes.

Sentindo que se descolavam do povo, os bispos resolveram fazer uma mudança de 180º.

Começaram a criticar o aborto, e até chegaram a convocar passeatas de protesto em homilias e atos oficiais.

Pressionados pela exigência dos leigos, convocaram uma grande missa campal no santuário nacional da Padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján, que congregou por volta de 40 mil pessoas sob a chuva e o frio.

Quando aumentavam as blasfêmias abortista-comunistas, do lado pro vida subia um terço feito de balões
Quando aumentavam as blasfêmias abortistas-comunistas,
do lado pro vida subia um terço feito de balões
O cardeal Mario Aurelio Poli, Arcebispo de Buenos Aires, agendou uma missa na catedral para a hora em que a matéria estivesse sendo votada no Senado.

Repercussões da derrota abortista

A vitória católica foi partilhada por grande número de militantes pela vida no mundo.

Youtube e grandes órgãos de imprensa internacional – como “Il Corriere della Sera”, de Milão, e “El País”, de Madri – retransmitiram online o prolongado debate de 16 horas no Senado.

Na Itália, por exemplo, os assistentes enchiam as colunas com comentários críticos aos senadores abortistas, juntamente com numerosas orações e jaculatórias.

Mas os senadores amigos de todas as esquerdas desconheciam o clamor popular e revidavam com ataques e ameaças ao catolicismo, inclusive pessoais, contra os colegas que não votassem a favor do projeto anticristão.

É difícil medir, mas fácil compreender, a frustração das esquerdas leigas ou religiosas com a recusa plena desse projeto.

Abortistas, comunistas e piqueteiros peronistas protagonizaram nas ruas, em torno do Congresso, badernas próprias do derrotado que não sabe perder. Foram logo dissolvidas pela polícia.

Atitude análoga foi assumida por grandes jornais, que vituperam as fake news das redes sociais apenas quando elas não servem às esquerdas.

O grande quotidiano socialista “El País”, de Madri, deblaterou contra a Argentina, que teria retrocedido um século ao recusar um projeto generoso — na verdade, criminoso — liberalizador do aborto até os níveis degradantes aceitos em países da União Europeia.

Fanatismo abortista deu em crises de desespero diante do fracasso anticristão.
Fanatismo abortista acabou em crises de desespero diante do fracasso anticristão.
O jornal pró-socialista “Le Monde”, de Paris, bateu todos os recordes de fake news, ao afirmar que diante do Congresso argentino havia dois milhões de pessoas pró-aborto.

Fato materialmente impossível, aliás, mas que servia para desabafar a sua “democrática” antipatia a uma decisão que se reveste de características democráticas.

Um engenheiro argentino, de férias com a família na China, escreveu num foro virtual que, ao sair de uma igreja católica no centro histórico de Xi’an, cidade que foi capital imperial, foi abordado por um grupo de freiras que haviam acompanhado de perto a polêmica sobre o aborto na Argentina e o seu auspicioso desfecho.

Emocionadas, elas o felicitaram, acrescentando que os argentinos não podiam imaginar o efeito universal da sua recusa à morte de inocentes.

Perspectivas para o futuro

O fracasso dessa ofensiva abortista trouxe alegria e ânimo a todos os que lutam pela Lei de Deus no mundo, desafiando até a mudança de paradigma do Papa Francisco.

Mas trata-se ainda de uma batalha no início de uma guerra.

De grande valor, mas uma batalha à qual se seguirão outras.

Os defensores do aborto, e seus relativistas parceiros dos ambientes eclesiásticos, fazem antever que não arredarão o pé na Argentina.

Juram que voltarão à carga em 2019, com novo projeto.

Comentaristas mais argutos observam que, devendo uma eleição renovar parcialmente o Congresso, os candidatos não ousarão defender uma bandeira tão impopular como a do aborto.

Em 2020 os inimigos de Cristo, da Igreja e da vida voltarão sem dúvida a agir.

Contarão para isso com o silêncio do Papa, dos bispos e dos maus sacerdotes a respeito da moral e da doutrina católica?



domingo, 5 de agosto de 2018

Sacerdotes australianos
preferem prisão a violar o secreto da confissão

Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental “é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental
“é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. Michael Whelan, pároco de St. Patrick, em Sydney, esclareceu de público que o Estado não pode constranger os sacerdotes católicos a praticarem o mais grave dos crimes. “Não estou disposto a isso”, disse.

E acrescentou que ele e outros sacerdotes estão “dispostos a ir ao cárcere” antes que romper o segredo de confissão, noticiou a agência ACIPrensa.

A Igreja não está por cima da lei, mas “quando o Estado mina a essência do que significa ser católico, resistiremos”.

O Pe. Whelan falou após a Assembleia Legislativa do Território de Canberra aprovar lei obrigando os sacerdotes a transgredir o segredo da confissão nos casos envolvendo algum abuso sexual. A norma entrará em vigor no dia 31 de março de 2019.

O Território de South Australia aprovou lei similar e Nova Gales do Sul estuda norma parecida.

Em South Australia, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Adelaide, Mons. George O’Kelly, afirmou que “os políticos podem mudar a lei, mas nós não podemos mudar a natureza do confessionário, onde o sacerdote representa a Cristo”.

Por isso, o bispo da cidade disse que essa lei não pode ser aplicada.

O arcebispo de Melbourne (segunda maior cidade da Austrália, com mais de quatro milhões de habitantes, 23% dos quais católicos), Mons. Denis Hart e vários sacerdotes anunciaram que não obedeceriam essa lei iníqua e imoral.

terça-feira, 17 de julho de 2018

De volta as escolas que respeitam a psicologia dos meninos e das meninas

Rendimento escolar específico cresce a olhos vista.
Rendimento escolar específico cresce a olhos vista. Escola católica nos EUA.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Ressurgem as escolas exclusivas para meninos ou meninas. Elas favorecem o desenvolvimento de uns e de outras. E estão aumentando a cada ano. Hoje somam 240 mil escolas em 70 países no mundo.

Uma moda inspirada no espírito anárquico igualitário de Maio de 68 e no relativismo moral espalhado em nome de Concílio Vaticano II desqualificou as escolas single-sex (só para meninos ou só para meninas).

A revolução cultural-sexual da Sorbonne começou em marco de 1968 na Universidade de Nanterre, na periferia de Pais, reclamando toaletes comuns para homens e mulheres.

Hoje, essa reivindicação está no cerne da agenda LGBT e causa profundas divisões nos EUA, onde a população recusa a mistura de toaletes que admitiria aos transexuais.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Doceiro recusa bolo a dupla LGBT, é processado, mas vence na Suprema Corte dos EUA

Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou em favor do confeiteiro cristão Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver, estado do Colorado, que recusou fazer um bolo de casamento para um casal homossexual por motivos religiosos.

A informação agastou tubas da mídia americana como o “The Washington Post” e foi ecoada até por órgãos da mídia brasileira como o “O Estado de S.Paulo”. 

Os ministros do Supremo discordaram por 7 x 2 da Comissão de Direitos Civis do Colorado que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. A Suprema Corte considerou que a Comissão mostrou hostilidade a uma religião.

A Suprema Corte considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em raça, sexo, estado civil ou orientação sexual.