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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Especialistas franceses pedem restringir celulares para os menores

Smartphones destroem a formação das crianças
Smartphones destroem a formação das crianças
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Nenhuma criança francesa poderá usar celular antes dos 11 anos e não terá acesso às redes sociais até os 15.

O governo da França motivou a decisão na vontade de protegê-las das más consequências danosas verificadas pelos cientistas, informou “Clarín”.

Especialistas entregaram um relatório de 125 páginas ao Presidente da República, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, alertando para os perigos que o acesso precoce implica para as crianças, os seus hábitos sociais, a violência multiplicada, o abandono da leitura, a obesidade patológica, e a perda da sociabilidade.

Atualmente na França é proibido o uso de dispositivos LCD nas escolas e universidades, mas apenas para os estudantes.

O pessoal de gestão, bem como as equipes educativas estão obrigados a dar o exemplo de uma utilização razoável dos seus dispositivos de comunicação, para que os alunos compreendam a medida e aprendam a usá-los bem.

O referido relatório pericial recomenda proibir o uso de telas para crianças menores de três anos e de telefones celulares para menores de 11 anos.

Também limita estritamente o acesso aos adolescentes. Foi entregue ao governo francês em 29 de abril de 2024.

Técnicas desenvolvidas para capturar a mente das crianças
Técnicas desenvolvidas para capturar a mente das crianças
No estudo, os autores especialistas informaram Emmanuel Macron sobre os danos da exposição das crianças às telas e às redes sociais. Eles falam da “hiperconexão que as crianças vivenciam”.

O trabalho é assinado por uma comissão de dez especialistas co-presididos pelo neurologista Servane Mouton e pela psiquiatra de dependência química (drogas) Amine Benyamina.

Sem desconhecer os fatores positivos das tecnologias digitais quando usadas com moderação, o estudo reconhece que “como tudo o que é moldado pelo homem, a tecnologia também tem a capacidade de ser usada para confinar, alienar e subjugar crianças”, adverte o preâmbulo do relatório.

Após três meses de trabalho, a Comissão ficou convencida de que “era necessário adotar um discurso de verdade para descrever a realidade da hiperconexão que as crianças vivenciam e as consequências para a sua saúde, o seu desenvolvimento, o seu futuro e também para o nosso futuro. A da nossa sociedade, a da nossa civilização e talvez até a da nossa humanidade”, continuaram.

A Comissão ficou chocada com as estratégias para captar a atenção das crianças, para prender as crianças aos seus ecrãs, controlá-las, reengajá-las e monetizá-las”, estratégias essas desenvolvidas pelas Big Techs donas das redes sociais.

Nossos filhos viraram mercadoria, é o novo eixo de desenvolvimento de algumas empresas digitais. Queremos dizer-lhes que os vimos e que não podemos permitir que façam isso”, continuaram.

Cessa o relacionamento e a sociabilização
Cessa o relacionamento e a sociabilização
“Esta migração da realidade para a virtualidade, é muitas vezes sem os pais e sem qualquer tipo de segurança. Devemos apoiá-los melhor, protegê-los melhor, devolver-lhes o seu lugar”, acrescentam.

As crianças precisam brincar, precisam que os adultos esqueçam o celular para terem tempo livre.

“Eles precisam interagir com os adultos e encontrá-los disponíveis, em casa, nos parques, durante as suas atividades, nas cidades e no campo”, escreveram.

“Perante a mercantilização das nossas crianças, a Comissão propõe recuperar o controle dos ecrãs, devolver as crianças ao centro da nossa sociedade e permitir-lhes crescer e ter sucesso em total liberdade. O que torna uma nação rica é a sua juventude, e a nossa não está à venda”, concluíram.

A saneadora proposta da Comissão não é fruto de um grupo mas de uma opinião geral entre os educadores, médicos e sociólogos.

Surgiu um consenso muito claro sobre os efeitos negativos, diretos e indiretos, dos ecrãs, particularmente no sono, no sedentarismo ou mesmo na miopia”, afirma o relatório.

O trabalho foca os danos das redes sociais ao equilíbrio psicológico dos jovens, em particular nos riscos de depressão ou ansiedade.

“O nível de exposição das crianças” a conteúdos pornográficos e violentos “parece alarmante”, e esse é outro mal para o qual alertam os especialistas.

As crianças menores de três anos não podem ter contado com as telas eletrônicas. Posteriormente, entre os três e os seis anos, deve se proceder a um acesso “muito limitado”, “com conteúdos educativos de qualidade e acompanhados por um adulto”.

Os especialistas apelam ainda a “limitar ao máximo” o uso desses eletrônicos e das televisões nas maternidades, recomendam proibi-lo em creches e salas de aula infantis e pedem “ações reforçadas” interditar brinquedos conectados antes dos seis anos de idade.

O uso dos celulares deveria começar a partir dos 11 anos, apenas da função de telefone sem internet.

A partir dos 13 anos poderia se dar um smartphone sem acesso às redes sociais.

O acesso deveria se iniciar a partir dos 15 anos, nas redes “éticas”.

Redes sociais como TikTok, Instagram ou Snapchat não são recomendadas antes dos 18 anos
.

Hoje, jovens de 7 a 19 anos passam dez vezes mais tempo em frente às telas do que lendo.

Os especialistas pedem combater os “serviços predatórios” dos agentes econômicos, e “investir maciçamente em verdadeiras 'alternativas' aos ecrãs”, como o esporte.


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Piora a saúde mental dos jovens em famílias mal constituídas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A revista científica PNAS estudou 27.572 pessoas na Austrália e detectou a piora da saúde mental dos mais jovens, noticiou “La Nación”.

Os autores do trabalho, liderado por Richard Morris, da Universidade de Sidney, constataram que a má saúde mental vai se tornando mais frequente entre os nascidos desde o fim da década de 1980.

A tendência à degradação mental das gerações australianas mais jovens coincide com os resultados observados em outros países do mundo todo.

Nos EUA, os dados de 2010 a 2017, mostraram maiores níveis de ansiedade e de suicídio entre os nascidos nos anos 80 e 90 do século passado.

No Reino Unido, os sintomas depressivos também ficaram mais comuns entre adolescentes nascidos na década de 2000 do que nas pessoas nascidas na década anterior.

Outro estudo que fez a comparação com alemães nascidos após a Segunda Guerra Mundial e até 1975, também registrou aumento dos sintomas depressivos nas atuais gerações mais jovens.

A causa não está relacionada com a economia.

Os grupos estudados cresceram em tempos econômicos favoráveis quando o consumo de álcool, tabaco ou drogas estava a diminuir, afirmam os autores.

Entre os australianos, os transtornos mentais e comportamentais coletados mostram um aumento de 9,6% em 2001 para aqueles com mais de 15 anos de idade. A percentagem sobe para 20,1% em 2018 e 21,4% em 2021.

Dados semelhantes são encontrados na maioria dos países da OCDE, considerados os mais ricos do planeta, embora haja exceções como no Canadá.

“Os nascidos na década de 90 têm uma saúde mental pior para a sua idade do que qualquer uma das gerações anteriores e que não apresentam melhorias à medida que envelhecem”, explica Richard Morris, da Universidade de Sidney.

O declínio começou a ser percebido a partir de 2010 e impactou também os nascidos na década de 1980 e, em menor proporção, os nascidos na década de 70.

José Luis Ayuso Mateos, professor de psiquiatria da Universidade Autônoma de Madri, afirma que “na prática clínica observamos um aumento muito acentuado dos problemas de saúde mental e da necessidade de assistência”.


Ayuso Mateos aponta “o efeito negativo do excesso de exposição às redes sociais, mais frequente nos mais jovens”.

Mas há outros fatores de degradação como o desmanche da “coesão social” que se verifica até na escola com “problemas como a burla sistemática que as crianças podem fazer a um colega (bullying), que impactam a saúde mental”.

Para Morris, que está penetrado de mentalidade materialista, “as preocupações financeiras devem estar alinhadas com a saúde mental” ou “mais rico é mais saudável”, mas isso não se dá. Então para ele, é uma surpresa que a causa não seja o dinheiro.

Então reconhece que é preciso “olhar mais para a família e as relações sociais” que são as que melhoram o sentimento de felicidade de que os alunos sentem mais a falta.

A carência de um desses fatores pode ser a causa da doença mental, especialmente entre os mais jovens.

Focando mais na família se poderia obter um melhor reconhecimento dos problemas de saúde mental que se exprimem com maior frequência nas sondagens.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Crianças dormem melhor quando os país reforçam a disciplina e limitam o uso de eletrônicos

Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir. para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho
Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir.
para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho



Os pais podem melhorar muito o repouso de seus filhos fixando limites no uso de eletrônicos, reforçando a disciplina no lar e lhes dando o bom exemplo nesse sentido.

Esses são conselhos tirados da edição 2014 do estudo “O sono nos EUA” (“Sleep in America”) da National Sleep Foundation (NSF). Esse estudo é realizado anualmente desde 1991, mas o de 2014 analisou mais profundamente as práticas na hora de dormir e as experiências da família moderna com crianças em idade escolar, segundo a Sleep Review.

“Para as crianças, um bom sono à noite é essencial para a saúde, o desenvolvimento e o rendimento na escola”, disse Kristen L. Knutson, da Universidade de Chicago. “Nós achamos que quando os pais adotam iniciativas para proteger o sono de seus filhos, eles dormem melhor”, acrescentou.

A NSF recomenda que as crianças entre 6 e 10 anos repousem entre 10 e 11 horas por noite. Mas os pais não entendem a importância da qualidade do sono.

terça-feira, 30 de julho de 2013

As crianças crescem mais sadias fazendo as refeições em casa, dizem cientistas

 
Uma mesa grande cheia de filhos, com pai e mãe presidindo, barulhenta, repleta de comida, faz bem ao coração e à digestão!

Essa conclusão, que era bem conhecida pelos antigos, resulta de uma investigação publicada pelo conceituado jornal inglês The Guardian citada pelo jornal argentino “Clarín”.

Segundo o estudo, as crianças que fazem as refeições com seus pais crescem mais saudáveis que as que não o fazem.

O trabalho foi realizado pelo Centro de Ciências para a Saúde da Universidade de Edimburgo, que acompanhou os hábitos alimentares de duas mil crianças de cinco anos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Divórcio causa danos indeléveis à saúde, diz estudo americano

O divórcio causa uma deterioração da saúde física dos conjugues que não se recupera totalmente, ainda que voltem a casar, constatou estudo publicado pela revista científica “The Journal of Health and Social Behavior”, informaram “The New York Times” e “La Nación”.

Linda White, professora de sociologia da Universidade de Chicago e co-autora do estudo, observou do divorciado: “a pessoa não dorme bem, a dieta piora, não dá para fazer ginástica, a pessoa não quer ou não pode ver os amigos. É todo um pacote de dados negativos”.

O estudo foi nacional e consultou 8.652 homens e mulheres com idades entre 50 e 60 anos. Os resultados apontaram que o stress físico causado pela perda do matrimônio persiste ainda quando as feridas emocionais parecem ter sarado.

Homens e mulheres que divorciaram acusaram um 20% a mais de problemas crônicos de saúde, como complicações cardíacas, diabetes ou câncer, se comparados com os que continuavam casados. Também tinham maiores problemas de mobilidade.

As pessoas que tentaram um segundo matrimônio ainda acusavam um 12% a mais de problemas crônicos de saúde e um 19% a mais de dificuldades de mobilidade.

O segundo matrimonio tampouco cura as feridas emocionais. Aqueles que o tentaram manifestavam mais sintomas depressivos que aqueles que seguiam casados.

A Universidade de Ohio realizou uma série de experiências para determinar a relação entre brigas maritais e resposta imunológica, medida pelo tempo que uma ferida pede para cicatrizar.

Após uma briga entre marido e mulher, os ferimentos demoravam um dia a mais para sarar. Porém, nos casais com maiores níveis de hostilidade, as feridas tomavam mais dois dias do que os casais menos briguentos.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Divórcio multiplica doenças mentais, diz estudo


O Health Research Board, órgão oficial irlandês para financiar pesquisas de saúde, editou enquete segundo a qual o divórcio implica um maior risco de problemas psiquiátricos.

O trabalho constatou que os divorciados solicitam 645 de cada 100 mil consultas em hospitais psiquiátricos, sendo um número assaz maior do que os de outros grupos.

A separação dos conjugues tem impacto danoso para a saúde mental dos filhos. Muitas crianças sofrem de depressão, problemas alimentares, esquizofrenia e neuroses por causa do divórcio dos pais.

Na realidade, a enquete só confirma o que a Igreja e ordem natural sempre ensinaram a respeito dos danos provocados pela quebra do sagrado vínculo conjugal.

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