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terça-feira, 31 de maio de 2016

A Conferência Episcopal Alemã vai obrigar os sacerdotes a cometer sacrilégio?

A Conferência Episcopal Alemã vai obrigar os sacerdotes a cometer sacrilégio?
A Conferência Episcopal Alemã vai obrigar os sacerdotes a cometer sacrilégio?




A publicação da Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” levou a maioria dos sacerdotes e teólogos considerados conservadores a tratar da seguinte questão: apresenta este documento uma ruptura com a tradição e com o Magistério católico?

A opinião dominante é que nada teria mudado e que o Papa Francisco não quis modificar nada na doutrina da Igreja no que se refere ao matrimônio e à moral sexual.

Igualmente não teria havido qualquer mudança no que diz respeito à questão da admissão dos católicos recasados à comunhão.

Essa avaliação da “Amoris Laetitia” está em contraste com as declarações de diversas Conferências Episcopais, bem como de altos Prelados, como o Cardeal Walter Kasper. Íntimo confidente do Papa, ele afirmou numa entrevista que Francisco teria aberto as portas para a comunhão de divorciados recasados.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O progressismo diante de um dilema após a publicação da Exortação “Amoris laetitia”

O Cardeal Lehmann no carnaval de Aquisgrão. Os católicos de esquerda desejam que a Igreja Católica se aproxime fortemente ao mundo
O Cardeal Lehmann no carnaval de Aquisgrão. Os católicos de esquerda
anseiam que a Igreja Católica se aproxime fortemente ao mundo






Frankfurt — Em entrevista ao “Frankfurter Rundschau”, diário alemão de orientação esquerdista, o Cardeal Karl Lehmann constata decepcionado que o documento Amoris laetitia alcançou repercussão bastante moderada na Alemanha:
“Se atento para o eco público da carta papal ‘Amoris laetitia’, constato um rápido desinflar do interesse. Na verdade, hoje em dia as ondas de interesse suscitadas pela mídia vêm e voltam no total, numa sequência cada vez mais curta. Razão a mais para que os teólogos nas universidades e as publicações especializadas se ocupem do texto.

Do contrário não passará de um golpe desferido na água. Até agora o distanciamento dos teólogos tem-me decepcionado e preocupado. O fato de o próprio Papa afirmar que lhe importa mais a pastoral do que a dogmática, isso não dispensa a teologia de continuar a pensar.”
A reação na Alemanha descrita pelo Cardeal Lehmann é consequência de diferentes expectativas e perspectivas existentes no chamado progressismo católico desde o seu início.

terça-feira, 17 de maio de 2016

O segredo de uma cidade sem divórcios

Siroki-Brijeg, cidade da Bósnia e a Cruz
Plinio Maria Solimeo
ABIM
Nestes tempos tão decadentes em que vivemos, nos quais todo sentimento religioso e moral praticamente desapareceu, uma das instituições mais atingidas pela crise é a família, reduzida infelizmente a frangalhos.

O número de divórcios é avassalador — calcula-se que quase 50% dos casamentos se desfazem —, sem falar das uniões ilícitas, que se tornaram hoje um hábito corriqueiro e aparentemente sem consequências.

Por isso é salutar saber que — pasmem os leitores! —, apesar da malícia dos tempos, há uma cidade no mundo que não se entregou à depravação universal, e na qual os vínculos da família são tão fortes, que nela não há registros de divórcios.

Essa cidade privilegiada é Siroki-Brijeg, na Bósnia, país da Península Balcânica que fez parte da antiga Iugoslávia no período comunista, seus aproximados 26 mil habitantes, de origem croata, sempre foram aguerridos na defesa de sua fé católica, mesmo diante das piores adversidades.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Exortação pós-sinodal Amoris laetitia:
primeiras reflexões sobre um documento catastrófico

O cardeal Schönborn apresenta a Exortação pós-sinodal Amoris Laetitia.
“Minha maior alegria em relação a este documento”, disse o cardeal de Viena,
é que ele constantemente supera a divisão entre regular e irregular”
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




Com a Exortação apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, publicada em 8 de abril, o Papa Francisco pronunciou-se oficialmente sobre problemas de moral conjugal, em discussão há dois anos.

No Consistório de 20 e 21 de fevereiro de 2014, Francisco havia confiado ao cardeal Kasper a tarefa de introduzir o debate sobre esta questão.

A tese do cardeal Kasper, de que a Igreja deve mudar a sua prática pastoral nas questões matrimoniais, foi o leitmotiv dos dois Sínodos sobre a família de 2014 e 2015, e constitui hoje a pedra angular da exortação do Papa Francisco.

No decurso desses dois anos, ilustres cardeais, bispos, teólogos e filósofos intervieram no debate, a fim de mostrar que deve existir uma íntima coerência entre a doutrina e a práxis pastoral da Igreja. Pois, de fato, a pastoral se baseia na doutrina dogmática e moral.  

Não pode haver pastoral que esteja em desarmonia com as verdades da Igreja e com a sua moral, e em contraste com as suas leis, e que não seja orientada a alcançar o ideal da vida cristã”, observou o cardeal Velasio De Paolis em seu discurso inaugural ao Tribunal Eclesiástico Umbro de 27 de março de 2014.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os fariseus e os saduceus do nosso tempo

“O tributo a César”, quadro de James Tissot. Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
“O tributo a César”, quadro de James Tissot.
Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




A crítica aos “fariseus” é recorrente nas palavras do Papa Francisco. Em numerosos discursos entre 2013 e 2015, ele falou sobre a “doença dos fariseus” (7 de setembro de 2013), “que acusam Jesus de não respeitar o sábado” (1° de abril de 2014); sobre a “tentação da suficiência e do clericalismo, que codificam a crença em normas e instruções, como faziam os escribas, os fariseus e os doutores da lei do tempo de Jesus” (19 de setembro de 2014).

No Angelus de 30 de agosto, ele disse que, como com os fariseus, “existe também para nós o perigo de nos considerarmos retos, ou, pior, melhor do que os outros, pelo simples fato de observarmos as regras, os costumes, mesmo se não amamos o próximo, se somos duros de coração, se somos soberbos, orgulhosos”. Em 8 de novembro de 2015 ele contrapôs a atitude dos escribas e dos fariseus, fundadas na “exclusão”, à de Jesus, fundada na “inclusão”.

domingo, 13 de setembro de 2015

Prévia do Sínodo? Uma ferida no matrimônio cristão

“Os dois Motu proprio do Papa Francisco, infligem uma grave ferida no matrimônio cristão.”
Os dois Motu proprio do Papa Francisco,
infligem uma grave ferida no matrimônio cristão.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História italiano,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.
Corrispondenza Romana
Tradução: FratresInUnum.com






Os dois Motu proprio do Papa Francisco, Mitisiudex Dominus Iesus para a Igreja latina, e Mitis et misericors Jesu para as Igrejas orientais, anunciados em 8 de setembro de 2015, infligem uma grave ferida no matrimônio cristão.
A indissolubilidade do casamento é lei divina e imutável de Jesus Cristo. A Igreja não pode “anular”, no sentido de dissolver, um casamento.
Ela pode, com uma declaração de nulidade, verificar a sua inexistência, devido à falta dos requisitos que garantem a sua validade. Isto significa que em um processo canônico a prioridade da Igreja não é o interesse dos cônjuges na obtenção de uma declaração de nulidade, mas a verdade sobre a validade do vínculo matrimonial.
Pio XII lembra-nos a esse propósito que “no processo matrimonial o fim único é uma decisão conforme a verdade e o direito a respeito da alegada inexistência do vínculo matrimonial no referido processo de nulidade” (Discurso à Rota Romana, 2 de outubro de 1944).
O fiel pode enganar a Igreja para obter a nulidade, por exemplo, através do uso de testemunha falsa, mas a Igreja não pode enganar a Deus e tem o dever de apurar a verdade de modo claro e rigoroso.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

São Teodoro e o “Sínodo do adultério”

São Teodoro Studita, mosaico do século XI,
mosteiro de Nea Moni, em Chios, Grécia.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.



Com o nome de “Sínodo do adultério”, entrou para a História da Igreja uma assembleia de bispos que no século IX quis aprovar a prática do segundo casamento após o repúdio da esposa legítima.

São Teodoro Studita (759-826) foi um dos que mais vigorosamente se lhe opuseram, sendo por isso perseguido, preso e exilado três vezes.

Tudo começou em janeiro de 795, quando o imperador romano do Oriente (basileus) Constantino VI (771-797) encerrou sua esposa Maria de Armenia em um convento e iniciou uma união ilícita com Teodota, dama de honra de sua mãe Irene.

terça-feira, 3 de março de 2015

Relaxar a moral e a pastoral da família?
Veja os desastrosos resultados do protestantismo histórico

Inglaterra. Primeira bispa anglicana. Fiéis fogem em debandada.
Inglaterra. Primeira episcopisa anglicana. Fiéis fogem em debandada.


Atrair fiéis relaxando os preceitos morais e as “pastorais” matrimoniais?

Lutero, Calvino, Zwinglio e cupinchas já o tentaram. Com que resultado?

O blog italiano Rossoporpora apresentou dados estatísticos sobre o protestantismo histórico que falam por si próprios.

Na Alemanha, pátria de Lutero, os protestantes somavam em 1990 29,4 milhões e constituíam 36,9% da população. Em 2004, eles caíram para 26,2 milhões e 31,5%. Com a entrada do “casamento” homossexual, em 2013 eles eram 23,3 milhões e 29%.

Os católicos, muito exageradamente apontados como rigoristas, somavam 28,5 milhões e 35,4% em 1990; em 2013, eles eram 24,2 milhões e 30%, ficando como o mais numeroso grupo religioso alemão.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A família tradicional propicia aconchego e união, o divórcio gera solidão e abandono

Os frutos do divórcio patenteiam-se cruelmente na França.

O laicismo anticatólico primeiro o introduziu com o sofisma de dar aos casais infelizes uma nova chance para formar família, depois ampliou as opções até chegar a um virtual “amor livre” no qual o casamento monogâmico e indissolúvel por natureza, se desfaz rápida e voluntariamente.

A procura da felicidade e do amor foi sempre um pretexto.

Agora, por ocasião da festa da São Valentim, o Instituo Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (INSEE) mostrou que a solidão está crescendo assustadoramente no país, com as desastrosas sequelas psicológicas e morais que ela traz.

Hoje mais de nove milhões de franceses vivem sozinhos, contra seis milhões em 1990: um aumento de 50% em só vinte anos. O problema é agravado pelo envelhecimento da população, escreveu “Le Monde”.

Os casais que optam por divorciar não têm filhos, e a maioria dos solitários hoje não tem quem cuide ou se interesse por eles.

As pessoas ligadas ao campo e à agricultura são as que se encontram em melhor condição: 88% das mulheres vivem com seus maridos. As mais abandonadas são as mulheres que escolheram a vida de dirigente de empresa.

Absolutamente falando, há regiões – como o Pays de la Loire –, onde o 75% das pessoas vive em família. “É uma região onde os divórcios são menos frequentes e onde subsistem os modelos familiares tradicionais”, explicou Pascale Breuil, responsável de Estudos Demográficos do INSEE.

A família tradicional unida até na adversidade é a única que verdadeiramente satisfaz o espírito humano e é seu verdadeiro amparo neste vale de lágrimas.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Divórcio causa danos indeléveis à saúde, diz estudo americano

O divórcio causa uma deterioração da saúde física dos conjugues que não se recupera totalmente, ainda que voltem a casar, constatou estudo publicado pela revista científica “The Journal of Health and Social Behavior”, informaram “The New York Times” e “La Nación”.

Linda White, professora de sociologia da Universidade de Chicago e co-autora do estudo, observou do divorciado: “a pessoa não dorme bem, a dieta piora, não dá para fazer ginástica, a pessoa não quer ou não pode ver os amigos. É todo um pacote de dados negativos”.

O estudo foi nacional e consultou 8.652 homens e mulheres com idades entre 50 e 60 anos. Os resultados apontaram que o stress físico causado pela perda do matrimônio persiste ainda quando as feridas emocionais parecem ter sarado.

Homens e mulheres que divorciaram acusaram um 20% a mais de problemas crônicos de saúde, como complicações cardíacas, diabetes ou câncer, se comparados com os que continuavam casados. Também tinham maiores problemas de mobilidade.

As pessoas que tentaram um segundo matrimônio ainda acusavam um 12% a mais de problemas crônicos de saúde e um 19% a mais de dificuldades de mobilidade.

O segundo matrimonio tampouco cura as feridas emocionais. Aqueles que o tentaram manifestavam mais sintomas depressivos que aqueles que seguiam casados.

A Universidade de Ohio realizou uma série de experiências para determinar a relação entre brigas maritais e resposta imunológica, medida pelo tempo que uma ferida pede para cicatrizar.

Após uma briga entre marido e mulher, os ferimentos demoravam um dia a mais para sarar. Porém, nos casais com maiores níveis de hostilidade, as feridas tomavam mais dois dias do que os casais menos briguentos.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Divórcio multiplica doenças mentais, diz estudo


O Health Research Board, órgão oficial irlandês para financiar pesquisas de saúde, editou enquete segundo a qual o divórcio implica um maior risco de problemas psiquiátricos.

O trabalho constatou que os divorciados solicitam 645 de cada 100 mil consultas em hospitais psiquiátricos, sendo um número assaz maior do que os de outros grupos.

A separação dos conjugues tem impacto danoso para a saúde mental dos filhos. Muitas crianças sofrem de depressão, problemas alimentares, esquizofrenia e neuroses por causa do divórcio dos pais.

Na realidade, a enquete só confirma o que a Igreja e ordem natural sempre ensinaram a respeito dos danos provocados pela quebra do sagrado vínculo conjugal.

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