terça-feira, 4 de junho de 2019

Abortista ensina filha a esmagar bebe

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Com um lenço verde, símbolo do abortismo em Argentina, uma menina foi fotografada como propaganda calcando um bebê de brinquedo. O revelador gesto foi registrado durante uma marcha a favor do aborto e a foto foi difundida no país vizinho e no mundo.

A imagem foi execrada nas redes sociais e pelos argentinos pela vida. Eles condenaram a manipulação de uma criança menor de idade, segundo informou ACIDigital.

A propósito vem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que soam como uma maldição:

“Ai de quem escandalizar um desses pequeninos. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno” (Mateus 18,6).

E ainda: “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos” (Lc. 17, 2).

O incidente ocorreu em Buenos Aires (Argentina) durante a marcha pró-aborto chamada “pañuelazo”, em referência ao lenço – pañuelo, em espanhol – usado pelos ativistas que clamam pela matança dos inocentes, em 19 de fevereiro.

A incitação ao genocídio está incubada num projeto de lei de aborto, e aconteceu durante a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito, realizada não só na capital mas em várias cidades da Argentina, com desiguais graus de adesão.

Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.
Blasfêmia e sacrilégio outro aspecto da ofensiva abortista.

Durante o debate sobre a descriminalização do aborto em 2018 que acabou com a recusa plena por parte do Senado, os militantes de esquerda e feminista adotaram o lenço verde como um símbolo, em verdade da morte. Os defensores da vida, militantemente católicos adotaram um lenço celeste que também faz alusão à bandeira nacional.

A recusa da foto polêmica da filha de uma ativista com o lenço verde em Instagram foi tal que a usuária excluiu essa e outras fotos de sua conta.

“É aberrante ver essa reinvindicação tão tendenciosa que quer perverter as gerações futuras. Ver a imagem de uma menina pisando um bebê de brinquedo tem que nos alarmar”, advertiu Ana Belén Marmora, diretora Executiva do grupo Frente Jovem na Argentina.

De fato, os setores abortistas ficaram muito irritados e desapontados com a rejeição total do aborto pelo Senado argentino em agosto de 2018. Desde então participam em manifestações violentas, profanações de igrejas e imagens religiosos, até com pretexto cultural.

Alegam que tais provocações, danos e injúrias são exigências “politicamente corretas” em função do 'avanço de direitos'".

Belén Marmora enfatizou que o abortismo "torna-se tão extremo e fanatizado que acaba pretendendo impor reivindicações absurdas: dizem que querem defender a liberdade das mulheres, mas vemos como se apropriam de uma menor para fanatizá-la e doutriná-la".

Em relação aos direitos, Belém enfatizou que com esse tipo de mensagem, vemos a crueldade do aborto: uma mãe ensinando a própria filha a descartar as pessoas”.

E ainda Belén questionou: “que sociedade nos espera se os pais ensinam seus filhos a pisar na cabeça de outros seres humanos? Que futuro nos espera se ensinamos nossos filhos que os mais vulneráveis podem ser descartados ou que a violência é um meio de justificar nossos desejos?".

Alertou também que “assim como a mãe manipulou sua filha, hoje se busca manipular os jovens em todas as áreas”.

Ela concluiu ressaltando o aspecto alvissareiro das reações populares contra a massacre legal dos inocentes:

Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
Grande verdade ensinada pelo exorcista Pe. Amorth.
“Já estamos nos levantando, disse, sabemos que temos que assumir este grande desafio: ser a nova geração pela-vida que termine com o flagelo do aborto e unir-nos não apenas na Argentina, mas em toda a nossa região para que possamos com nossos atos conscientizar a sociedade e exigir aos nossos legisladores que a opção mais humana e o caminho para ser uma sociedade mais digna é que salvemos as duas vidas”.

O lado triste da noticia positiva de ACIDigital está no incompreensível silêncio, apatia e até animosidade do clero progressista, bispos e sacerdotes, contra os defensores da vida.

Como se os anátemas de Nosso Senhor Jesus Cristo não lhes causassem impressão ou achassem que não foram dirigidos também a eles, como foram dirigidos aos Apóstolos, evangelistas e discípulos que as recolheram com zelo e as instalaram no cerne do Magistério da Igreja há dois mil anos.


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