quarta-feira, 7 de junho de 2017

2017: onda de sacrilégios contra a Eucaristía,
contra Nossa Senhora e contra os Santos

Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego. No destaque: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego.
No destaque fotográfico: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O ano de 2017 vem sendo marcado por uma onda de sacrílegos atentados contra Nossa Senhora em diversos países coincidindo estranhamente com o centenário das Aparições de Fátima.

Eis alguns satânicos exemplos:

Roubada urna com o cérebro de São João Bosco

O mundo católico inteiro estremeceu pelo roubo da urna-relicário que contem parte do cérebro de São João Bosco, segundo informou “Il Corriere della Sera” e a grande imprensa italiana.

O relicário se encontrava na Basílica de Colle Don Bosco, no município de Castelnuovo, Asti, numa capela por trás do altar principal.

É o local exato em que o grande don Bosco nasceu o dia 16 de agosto de 1815.

Basílica de Colle Don Bosco, no local onde nasceu o santo, Castelnuovo dAsti
Basílica de Colle Don Bosco, no local onde nasceu o santo,
Castelnuovo, Asti
Os demais restos do grande santo repousam numa capela monumental no santuário de Maria Ausiliatrice, em Turim.

Os preciosos restos estavam custodiados num requintado relicário.

Os autores do atroz atentado agiram no fim do dia 5 de junho aproveitando a escuridão.

Um apelo do arcebispo de Turim, Mons. Cesare Nosiglia, para que os profanadores devolvam as relíquias caiu no vazio

O prefeito de Castelnuovo, Giorgio Musso, disse o que todos os fiéis pensam: “jamais aconteceu uma coisa deste gênero, mas nos tempos que correm tudo pode acontecer”, noticiou o jornal “La Repubblica”.

De fato, o furor do inferno parece sentir seus dias contados e tenta seus derradeiros, mas piores golpes.

Furto da coroa da Imaculada Conceição de Fourvière na França

Na noite do dia 12 de maio, desconhecidos roubaram a excepcional coroa da Imaculada Conceição, venerada na famosíssima basílica de Fourvière, em Lyon, França.

Essa coroa tinha um valor único. Em 1899, aristocráticas famílias lionesas a ofereceram em agradecimento à Imaculada Mãe de Deus por ter afastado da cidade a invasão do exército prussiano e a eclosão da revolução comunista, ou Commune, que tocou fogo no país.

Principal jornal de Lyon noticia o furto sacrílego da coroa de Nossa Senhora de Fourvière.
Principal jornal de Lyon noticia o furto sacrílego da coroa de Nossa Senhora de Fourvière.
A joia simbólica tinha um grande valor material – incluía 1.791 pedras preciosas doadas por essas famílias – e estava no Museu de Arte Religiosa, de onde também foram roubados mais dois objetos: um anel e um cálice, segundo o site Aleteia.

O arcebispo da cidade, Cardeal Philippe Barbarin, manifestou indignação e comentou:

“Em Lyon, todo mundo ama Nossa Senhora de Fourvière. Quando Ela é agredida, os lioneses se sentem feridos”.

Porém, não se tem notícia de atos religiosos encomendados pela diocese em reparação proporcionada à ofensa cometida.

Destruição de imagem de Nossa Senhora de Guadalupe no Peru

Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe destruída em Lima, Peru
Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe destruída em Lima, Peru
Em Lima, capital do Peru, “desconhecidos” destruíram sacrilegamente uma imagem da Virgem de Guadalupe num santuário arquidiocesano.

Os paroquianos não conseguiam acreditar no que havia acontecido face ao ódio satânico então manifestado, informou ACIDigital.

A imagem de gesso apareceu esmigalhada no chão, disse o pároco Pe. Rafael Reátegui. Havia 15 anos que era venerada numa gruta do lado de fora do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro La Victoria.

Uma nova imagem foi colocada na mesma gruta e recebeu repetidos atos de reparação oferecidos espontaneamente pelo povo.

A profanação aconteceu, observou o pároco, exatamente num “momento difícil e dramático no Peru”, onde estão se “perdendo os valores e atacando a família e a vida”.

É, pois, corrente que o furor do demônio está desatado.

Imagem de Santa Rosa de Lima substituída por símbolos satânicos, Lima, Peru.
Imagem de Santa Rosa de Lima substituída por símbolos satânicos, Lima, Peru.
No vídeo embaixo mais detalhes.
Atentado satânico contra Santa Rosa de Lima, em sua cidade

Ainda na capital peruana, no bairro San Juan de Lurigancho, outro grupo sacrílego atacou uma imagem de Santa Rosa de Lima e desenhou símbolos satânicos sobre sua urna, informou ACIDigital.

Agentes de segurança conseguiram recuperar a imagem no exato momento em que os profanadores tentavam fugir. Porém, foram liberados poucas horas depois, como está se tornando costume nos países que menosprezam a Lei de Deus

Segundo jornal televisionado 24 Horas, os satanistas picharam o santuário com uma cruz de cabeça para baixo, uma estrela invertida e o número 666, símbolo do anticristo.

Os fiéis reinstalaram a imagem em seu altar.



Guarulhos, SP: profanação sacrílega da Eucaristía

No Brasil, um ódio inexplicável se patenteou na invasão e profanação da igreja de Nossa Senhora do Rosário, na diocese de São Miguel Paulista (SP).

A comunidade ficou “estarrecida” pela diabólica violência contra a Eucaristia, noticiou também ACIDigital.

“Teve vandalismo, roubo dos cofres do dízimo, profanação do Santíssimo Sacramento”, relatou em sua página de Facebook a Paróquia São João Batista, em Itaim Paulista, à qual pertence a comunidade Nossa Senhora do Rosário.

Profanação na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, São Miguel Paulista, SP
Profanação na Igreja de Nossa Senhora do Rosário,
São Miguel Paulista
Na página foram publicadas fotos mostrando a depredação e hóstias jogadas sobre uma mesa.

“O Sacrário foi aberto e violado, espalharam hóstias, reviraram a sacristia toda, espalhando objetos sagrados”, relataram.

O pároco, Pe. Edmilson Leite Alves, disse que “muitas pessoas ficaram estarrecidas com tamanha violência com o Santíssimo Sacramento”.

Ele mesmo relatou que em 15 anos nessa paróquia nunca havia vivido algo parecido.

Os fiéis participaram de uma missa de desagravo ao Santíssimo Sacramento, com grande participação de paróquias vizinhas.

O Pe. Edmilson não abriu uma ocorrência na delegacia devido à impunidade existente em relação ao crime. “Nós nos sentimos impotentes”, lamentou.

Os homens podem ser impotentes, moles, relapsos, cúmplices ou ainda pior. Porém uma coisa é certa: quando o demônio desencadeia seu furor infernal é porque sente que seus dias estão contados.

O grande dia de Nossa Senhora está perto e então todos os crimes do chefe das potências infernais e de seus acólitos humanos serão punidos pelos anjos com magníficas manifestações de poder, enxotando Satanás e seus esbirros para os antros infernais.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

“Chega de igualdade! Mulher não dá para soldado!” – diz capitã dos Marines

Katie Petronio: Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais”
“Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“Mulher nunca deveria ser soldado de infantaria”, escreveu a capitã dos Marines Katie Petrônio na revista “Marine Corps Gazette”, segundo informou a agência LifeSiteNews.

No artigo intitulado “Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais”, a capitã defende que a anatomia feminina não é capaz de resistir às asperezas de uma longa carreira militar que envolve operações de infantaria.

Ela adverte que os Fuzileiros Navais (Marines) vão sofrer “um aumento colossal no número de mulheres incapacitadas e obrigadas a concluir sua carreira por causas médicas”.

Katie Petronio se baseia na experiência pessoal, adquirida em situação de combate. Esta acabou lhe causando sérios danos físicos, malgrado um promissor começo na elite da oficialidade da arma.

A capitã escreveu que “preenchia todas as condições” para ser uma mulher-soldado ideal quando começou a carreira.

“Eu era uma estrela no hóquei sobre gelo no Bowdoin College, pequena escola de elite em Maine, com um título em Direito e Administração”.

Katie Petronio: “Cinco anos depois, eu não sou a mulher que uma vez fui”
“Cinco anos depois, eu não sou a mulher que uma vez fui”
Ela também tirou resultados “de longe acima da média em todos os testes físicos de capacidade para mulheres”, embora não completasse todo o treino prévio.
“Cinco anos depois, eu não sou fisicamente a mulher que uma vez fui, e meus pontos de vista a respeito de a mulher ser bem sucedida numa carreira duradoura na infantaria mudaram muito”, escreveu Petronio.

“Eu posso dizer, com base na minha experiência pessoal direta no Iraque e no Afeganistão, e não é apenas uma impressão, que nós ainda não começamos a analisar e a compreender as questões específicas de saúde do gênero e os danos físicos nas mulheres por causa de contínuas operações de combate”.

Não dá para mulher aguentar o esforço que homem épode fazer
Corpo da mulher não aguenta o esforço que homem pode fazer
Petronio “participou em numerosas operações de combate” que por vezes duravam semanas, sofrendo stress e falta de sono.

Suas pernas começaram a se atrofiar, perdeu a mobilidade, perdeu peso, parou de produzir estrógeno e desenvolveu uma síndrome no ovário que a deixou estéril.

Ela completou seu período com bons resultados, mas percebeu que lhe seria impossível aguentar o esforço que um homem é capaz de fazer e pediu para se retirar por motivos de saúde.

Petronio manifestou sua preocupação diante da pressão dos grupos que impulsionam a integração de mulheres no corpo de infantaria.

Dinamitando árvore, foto de Katie Petronio
Dinamitando árvore, foto de Katie Petronio
“Quem está promovendo essa agenda? Eu pessoalmente não vejo Marines femininas, recrutas ou oficiais, batendo às portas do Congresso, queixando-se de que sua impotência para servir na infantaria viola o direito à igualdade” escreve ela.

Kate diz que essa pressão está sendo aplicada pelo “pequeno comitê de civis nomeado pelo Secretário de Defesa” denominado Comitê Consultivo em Defesa para as Mulheres em Serviço (Defense Advisory Committee on Women in the Service – DACOWITS).

Embora alguns deles tenham experiência militar, nenhum de seus membros “estão no serviço ativo ou têm qualquer tipo de experiência recente em combate ou em operações relevantes sobre as realidades que eles estão tentando modificar”, observou Petronio.


terça-feira, 16 de maio de 2017

“Casamento homossexual” é “sacramento” luciferino, diz porta-voz do “Templo Satânico” nos EUA

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo informação da agência “LifeSiteNews”.

Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos.  

Confira: Tentativa de “missa negra satânica” em Harvard. Estudantes reparam ofensa ao Corpo de Cristo

O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal ‘Metro Times’ de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida.

Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.

Ele acrescentou que o objetivo atual do Templo Satânico é ter lobistas em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”.

Ele atacou o governador de Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.

“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”.

Greaves defendeu ainda que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”.

“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves.

“Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Nós o reconhecemos, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.

Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações da Human Life International.

Ele disse a LifeSiteNews que a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento “talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos em sua origem”.

“Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles se identificam com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.

Defensores da vida vinham notando que em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por esse ou aquele projeto.

Em julho de 2013, um grupo de apoiadores do aborto gritava “Ave Satã!”, enquanto pró-vida cristãos cantavam “Amazing Grace” na assembleia do Texas, antes da aprovação da proibição desse Estado dos abortos após 20 semanas.

Mas se a conclusão de que uma religião luciferina animava o massacre dos inocentes parecia abusiva, agora ela se torna muito mais plausível e ate difícil de não perceber.

“Este lance do Templo Satânico torna simplesmente mais forte o argumento de que há alguma tramoia ou mal por trás do ataque mundial à vida por nascer e ao casamento”, disse Cassandra para LifeSiteNews.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Muçulmanos invadem espaços desertados pelos italianos

Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Luis Dufaur
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No ano de 2016, o número de nascimentos na Itália caiu a um ponto tão baixo que é inédito na história, segundo a agência Reuters.

Obviamente, caiu junto o número da população do país, outrora famosa pelas suas famílias de abundante prole que enchiam a península com seu talento, arte e riqueza.

Em 2016 nasceram cerca de 12.000 crianças a menos que no ano anterior, que já tinha registrado números muito baixos. No total vieram, à luz 474.000 crianças, o número mais fraco desde 1861, ano marco da unificação italiana, segundo observou Reuters.

O índice de natalidade atingiu uma média 1,34 em nível nacional, com variações regionais. Mas região alguma atingiu o limite fundamental a partir do qual a população pelo menos se mantém estável.

O ISTAT informou que o número de óbitos em 2016 atingiu 608.000. O simples cômputo de nascimentos e mortes aponta uma perda de 134.000 habitantes. O número oficial, porém, é de menos 86.000, pois acrescenta os imigrantes que receberam visto de permanência.

Também pesam na balança negativa da vida real, mas não estão incluídos nos cálculos acima, os 115.000 italianos que partiram para se instalar no exterior, sem perder a nacionalidade.

Esses emigrantes aumentaram 12,6% em relação a 2015, enquanto o país vai sendo invadido pelos muçulmanos que praticam prescrições religiosas de conquista mandadas no Corão.

O país, outrora jovem e fervilhante de atividade, envelheceu e vai se apagando. Pois a média da idade, já muito alta, aumentou sensivelmente no mesmo ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística (ISTAT).

Muçulmanos rezam diante do Coliseu de Roma onde milhares ofereceram suas vidas por Cristo em séculos passados.
Muçulmanos rezam diante do Coliseu de Roma
onde milhares ofereceram suas vidas por Cristo em séculos passados.
A média de idade este ano atingiu 44 anos e nove meses. Mais de 22% da população é idosa, com mais de 65 anos. É o índice mais elevado, e por certo mais alarmante, de todos os países da União Europeia.

As estatísticas oficiais são as piores registradas desde a unificação política da Itália, ou Rissorgimento, efetivada pelo rei Vítor Emanuel II da Saboia, que usurpou os Estados da Igreja em 1870, auxiliado pelas guerrilhas de Giuseppe Garibaldi, que agiam como uma espécie de FARC da época.

O bem-aventurado Papa Pio IX excomungou esses usurpadores, não reconheceu a espoliação da soberania dos Estados Pontifícios, e condenou seus fautores com solenes atos que pesaram na balança de Deus e da História como verdadeiras maldições.

Agora, o país unificado esvazia-se de filhos e abre espaço para a imigração anticristã militante que, apoiada por altos hierarcas da Igreja, o está fazendo invadir por massas de muçulmanos com abundante prole.

A justiça de Deus pode demorar, mas chega com força tremenda.

Onde estão os sacerdotes que deveriam implorar a genuína misericórdia divina e conduzir o povo pelas vias da penitência e da expiação, como pediu Nossa Senhora em La Salette e em Fátima?



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Lutero no Inferno: a visão da Beata Serafina Micheli

Beata Maria Serafina Micheli viu Lutero no inferno
Luis Dufaur
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Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.

Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca (10 de novembro de 1483).

Lutero dividiu a Igreja e a Europa. Dessa divisão adviram  crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.

A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades.

A futura beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado.

As igrejas estavam fechadas e já era noite.

Na escuridão localizou uma com as portas trancadas, mas se ajoelhou nos degraus de acesso.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Bispos apelam à oração para que o Papa Francisco não conceda a Eucaristia aos adúlteros

D. Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana, D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana e D. Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda
Luis Dufaur
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O apelo dos bispos

+ Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana

+ Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da arquidiocese de Astana

+ Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda

Após a publicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia, em algumas igrejas particulares, foram publicadas normas aplicativas e interpretações, segundo as quais os divorciados que atentaram o matrimônio com um novo parceiro apesar do vínculo sacramental com o qual estão unidos aos seus legítimos cônjuges, são admitidos aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia sem cumprirem o dever divinamente estabelecido de cessarem a violação do seu vínculo matrimonial sacramental.

A convivência more uxorio com uma pessoa que não seja o legítimo cônjuge é ao mesmo tempo uma ofensa à Aliança da salvação, da qual o matrimônio sacramental é sinal (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2384), e uma ofensa ao caráter esponsal do próprio mistério eucarístico.

O Papa Bento XVI pôs em relevo essa mesma correlação:

«A Igreja corrobora de forma inexaurível a unidade e o amor indissolúveis de cada matrimônio cristão.

Neste, em virtude do sacramento, o vínculo conjugal está intrinsecamente ligado com a união eucarística entre Cristo esposo e a Igreja esposa (Ef 5, 31-32)» – Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, 27.

Pastores da Igreja que toleram ou até autorizam – mesmo que em casos singulares ou excepcionais – que divorciados assim chamados “recasados” possam receber o sacramento da Eucaristia sem que tenham a “veste nupcial”, a despeito de que o próprio Deus na Sagrada Escritura (cf. Mt 22, 11 e 1 Cor 11, 28-29) o tenha prescrito com vista a uma participação digna no banquete nupcial eucarístico, colaboram, desta forma, com uma ofensa contínua contra o vínculo do sacramento do matrimônio, contra o vínculo nupcial entre Cristo e a Igreja e contra o vínculo nupcial entre Cristo e a alma que recebe o Seu Corpo eucarístico.

Diversas igrejas particulares emanaram ou recomendaram as seguintes orientações pastorais formuladas assim ou de modo similar:

Assim, se esta escolha [viver em continência] for difícil de pôr em prática para a estabilidade do casal, a Amoris laetitia não exclui a possibilidade de ter acesso à Penitência e à Eucaristia. Isto significa uma certa abertura, como no caso em que há a “certeza moral de que o primeiro matrimônio foi nulo, mas sem que haja qualquer prova para o demonstrar em sede judicial […]

Portanto, não pode ser outro senão o confessor que, a um certo ponto, em consciência, depois de muita reflexão e oração, assume a responsabilidade diante de Deus e do penitente, e solicita que o acesso aos sacramentos aconteça de forma reservada.”

Imagem de bronze de São Pedro na basílica vaticana
Imagem de bronze de São Pedro na basílica vaticana
As mencionadas orientações pastorais contradizem a tradição universal da Igreja Católica, que através do ininterrupto ministério Petrino dos Sumos Pontífices sempre guardou fielmente e sem sombra de dúvida ou ambiguidade, tanto na doutrina como na prática, tudo o que diz respeito à verdade sobre a indissolubilidade do matrimônio.

As referidas normas e orientações pastorais contradizem também na prática as seguintes verdades e doutrinas que a Igreja Católica tem continuamente e de forma segura ensinado.

A observância dos Dez Mandamentos de Deus, e em particular do Sexto Mandamento, é obrigatória para qualquer pessoa humana sem exceção, sempre e em qualquer situação.

Nestas matérias, não podem ser aceites casos ou situações excepcionais ou que se fale em termos de um ideal mais pleno.

São Tomás de Aquino diz: «Os preceitos do Decálogo contêm a própria intenção do legislador, isto é, de Deus. Portanto, os preceitos do Decálogo não admitem dispensa alguma» (Summa theol., 1-2, q. 100, a. 8c).

As exigências morais e práticas decorrentes da observância dos Dez Mandamentos de Deus e, em particular, da indissolubilidade do matrimônio, não são simples normas ou leis positivas da Igreja, mas a expressão da vontade santa de Deus.

Sendo assim, não se pode falar, neste contexto, do primado da pessoa sobre a norma ou a lei, mas deve falar-se, em vez disso, do primado da vontade de Deus sobre a vontade da pessoa humana pecadora, para que esta seja salva, cumprindo com a ajuda da graça a vontade de Deus.

Acreditar na indissolubilidade do matrimônio e contradizê-la com os próprios atos, considerando-se, ao mesmo tempo, livre de pecado grave, de modo a tranquilizar a própria consciência apenas pela fé na misericórdia Divina, é um auto-engano, contra o qual avisou Tertuliano, uma testemunha da fé e da prática da Igreja nos primeiros séculos:

“Alguns dizem que para Deus é suficiente que se aceite a Sua vontade com o coração e com a alma, mesmo que as ações não correspondam: pensam, deste modo, poder pecar mantendo íntegro o princípio da fé e do temor a Deus: isto é exatamente como se alguém pretendesse manter um princípio de castidade, violando e corrompendo a santidade e a integridade do vínculo matrimonial” (Tertuliano, De paenitentia 5, 10).

Moisés com os Dez Mandamentos
Gustave Doré (1832 — 1883)
A observância dos Mandamentos de Deus e, em particular, da indissolubilidade do matrimônio, não pode ser apresentada como um ideal mais pleno a ser alcançado de acordo com o critério do bem possível ou factível.

Trata-se sim de um dever ordenado inequivocamente pelo próprio Deus, cujo desrespeito implica, de acordo com a Sua palavra, a condenação eterna.

Dizer aos fiéis o contrário seria enganá-los e empurrá-los para desobedecerem à vontade de Deus, colocando desta forma em risco a sua salvação eterna.

Deus dá a cada homem a ajuda necessária para guardar os Seus mandamentos, sempre que ele Lho peça retamente, como a Igreja infalivelmente ensinou:

Deus jamais nos pede coisas impossíveis, mas quando pede uma coisa, aconselha que apenas façamos aquilo que pudermos, e que peçamos aquilo que não tivermos a possibilidade de fazer, pois Ele sempre nos ajuda com Suas graças para que consigamos fazer aquilo que Ele nos pede” (Concílio de Trento, sess. 6, cap. 11); e

“Se alguém disser que é impossível ao homem, ainda que batizado e constituído em graça, observar os mandamentos de Deus, seja excomungado” (Concílio de Trento, sess. 6, cap. 18).

Seguindo esta doutrina infalível, São João Paulo II ensinou:

“A observância da lei de Deus, em determinadas situações, pode ser difícil, até dificílima: nunca, porém, impossível. Este é um ensinamento constante da tradição da Igreja” (Encíclica Veritatis Splendor, 102) e

“Todos os cônjuges são chamados, segundo o plano de Deus, à santidade no matrimônio, e esta alta vocação realiza-se na medida em que a pessoa humana está em condições de responder ao comando divino com espírito sereno, confiando na graça divina e na vontade própria” (Exortação Apostólica Familiaris consortio, 34).

O ato sexual fora de um matrimônio válido e, especialmente, o adultério, é sempre objetivamente um pecado grave, e nenhuma circunstância ou fim pode torná-lo admissível e agradável aos olhos de Deus.

São Tomás de Aquino diz que o Sexto Mandamento é obrigatório, mesmo no caso em que, com um ato de adultério, se pudesse salvar um país da tirania (De Malo, q. 15, a. 1, ad 5).

São João Paulo II ensinou também esta verdade perene da Igreja:

“Os preceitos morais negativos, ou seja, os que proíbem alguns atos ou comportamentos concretos enquanto intrinsecamente maus, não admitem qualquer excepção legítima; eles não deixam nenhum espaço moralmente aceitável para a «criatividade» de qualquer determinação contrária. Uma vez reconhecida, em concreto, a espécie moral de uma ação proibida por uma regra universal, o único ato moralmente bom é o de obedecer à lei moral e abster-se da ação que ela proíbe” (Encíclica Veritatis splendor, 67).

Uma união adúltera de divorciados “recasados” civilmente, “consolidada”, como se diz, no tempo, e caracterizada por uma assim dita “comprovada fidelidade” no seu pecado de adultério, não pode alterar a qualidade moral do seu ato de violação do vínculo sacramental do matrimônio, ou seja, do seu adultério, que é sempre um ato intrinsecamente mau.

Uma pessoa que tem uma verdadeira fé e temor filial a Deus nunca pode ter “compreensão” com atos intrinsecamente maus, como é o caso dos atos sexuais fora do matrimônio válido, uma vez que estes atos ofendem a Deus.

Uma admissão dos divorciados “recasados” à Sagrada Comunhão constitui, na prática, uma dispensa implícita de cumprimento do Sexto Mandamento.

Nenhuma autoridade eclesiástica tem o poder de conceder tal dispensa implícita nem mesmo num só caso ou numa qualquer situação excepcional e complexa, nem que seja com a finalidade de alcançar um bom fim (como por exemplo a educação da prole nascida duma união adúltera), invocando para a concessão de tal dispensa o princípio da misericórdia, da “via caritatis”, o cuidado materno da Igreja, ou afirmando, em tal caso, não querer pôr tantas condições à misericórdia.

São Tomás de Aquino disse: “por nenhum fim alguém pode cometer adultério; pro nulla enim utilitate debet aliquis adulterium committere” (De Malo, q. 15, a. 1, ad 5).

Santo Tomás de Aquino. Bordado em Saint Dominic, Newcastle, Inglaterra
Santo Tomás de Aquino. Bordado em Saint Dominic, Newcastle, Inglaterra.
Uma normativa que permite a violação do Sexto Mandamento de Deus e do vínculo sacramental do matrimônio apenas num único caso ou em casos excepcionais, para evitar, presumivelmente, uma mudança geral das normas canônicas, significa sempre, porém, uma contradição da verdade e da vontade de Deus.

Consequentemente, é psicologicamente enganador e teologicamente errado falar, neste caso, de uma normativa restritiva ou de um mal menor em contraste com a normativa de caráter geral.

Sendo o matrimônio válido entre batizados um sacramento da Igreja e, pela sua natureza, uma realidade de caráter público, um julgamento subjetivo da consciência sobre a nulidade do próprio matrimônio, por contraposição à respectiva sentença definitiva do tribunal eclesiástico, não pode ter consequências para a disciplina sacramental, que tem sempre um caráter público.

A Igreja e, especificamente, o ministro do sacramento da Penitência, não têm a faculdade para julgar o estado da consciência dos fiéis ou a retidão de intenção da consciência, uma vez que «ecclesia de occultis non iudicat» (Concílio de Trento, Sess. 24, cap. 1).

O ministro do sacramento da Penitência não é, portanto, o vigário ou o representante do Espírito Santo, de modo que possa entrar com a Sua luz nas dobras da consciência, pois Deus reservou para Si o acesso à consciência: «sacrarium in quo homo solus est cum Deo» (Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, 16).

O confessor não pode arrogar-se a responsabilidade diante de Deus para dispensar implicitamente o penitente da observância do Sexto Mandamento e da indissolubilidade do vínculo matrimonial através da admissão à Santa Comunhão.

A Igreja não tem o poder de fazer derivar com base numa pretensa convicção da consciência sobre a invalidade do próprio matrimônio no foro interno, consequências para a disciplina sacramental no foro externo.

Uma prática que permite que as pessoas divorciadas civilmente, e assim ditas “recasadas”, recebam os sacramentos da Penitência e da Eucaristia não obstante a sua intenção de continuar a violar o Sexto Mandamento e o seu vínculo matrimônio sacramental, é contrária à Verdade Divina e alheia ao sentido perene da Igreja Católica e ao comprovado costume recebido e fielmente preservado desde os tempos dos Apóstolos, e recentemente confirmado de modo seguro por São João Paulo II (cf. Exortação Apostólica Familiaris consortio, 84) e pelo Papa Bento XVI (cf. Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, 29).

A prática mencionada seria para todo o homem que raciocina uma ruptura clara e, portanto, não representaria um desenvolvimento em continuidade com a prática apostólica e perene da Igreja, visto que contra um fato evidente não vale qualquer argumento: contra factum non valet argumentum.

Uma tal prática pastoral seria um contra-testemunho da indissolubilidade do matrimônio, e uma espécie de cooperação por parte da Igreja na difusão da “praga do divórcio”, sobre a qual alertou o Concílio Vaticano II (cf. Gaudium et spes, 47).

A Igreja ensina através daquilo que faz, e deve fazer aquilo que ensina. Sobre a ação pastoral em relação às pessoas em uniões irregulares dizia São João Paulo II:

“A ação pastoral procurará fazer compreender a necessidade da coerência entre a escolha de um estado de vida e a fé que se professa, e tentará todo o possível para levar tais pessoas a regularizar a sua situação à luz dos princípios cristãos.

“Tratando-as embora com muita caridade, e interessando-as na vida das respectivas comunidades, os pastores da Igreja não poderão infelizmente admiti-las aos sacramentos» (Exortação Apostólica Familiaris consortio, 82).

A prática pastoral da Igreja sobre o matrimônio e o sacramento da Eucaristia tem tal importância,
que deve evitar nesta matéria qualquer sombra de dúvida e confusão
Um acompanhamento autêntico das pessoas que se encontram num estado objetivo de pecado grave, e o correspondente caminho de discernimento pastoral, não podem subtrair-se a anunciar a essas pessoas, com caridade, toda a verdade sobre a vontade de Deus, a fim de que se arrependam de todo o coração dos atos pecaminosos de viver juntos, more uxorio, com uma pessoa que não é o seu legítimo cônjuge.

Ao mesmo tempo, um acompanhamento e discernimento pastoral autênticos devem encorajá-las a que, com a ajuda da graça de Deus, parem de cometer tais atos no futuro.

Os Apóstolos e toda a Igreja, ao longo destes dois mil anos, anunciaram sempre aos homens toda a verdade de Deus no que diz respeito ao Sexto Mandamento e à indissolubilidade do matrimônio, seguindo o aviso de São Paulo Apóstolo: «Jamais recuei quando era preciso anunciar-vos toda a vontade de Deus» (Act 20, 27).

A prática pastoral da Igreja sobre o matrimônio e o sacramento da Eucaristia tem tal importância, e consequências de tal modo decisivas para a fé e para a vida dos fiéis, que a Igreja, para permanecer fiel à palavra revelada por Deus, deve evitar nesta matéria qualquer sombra de dúvida e confusão.

São João Paulo II formulou esta verdade perene da Igreja assim: «É minha intenção inculcar em todos o vivo sentido de responsabilidade, que sempre nos deve guiar ao tratar das coisas sagradas; estas não são propriedade nossa, como é o caso dos Sacramentos; ou então têm direito a não serem deixadas na incerteza e na confusão, como são as consciências.

Coisas sagradas — repito — são uns e outras: os Sacramentos e as consciências; e exigem da nossa parte serem servidas com verdade. Esta é a razão da lei da Igreja» (Exortação Apostólica Reconciliatio et paenitentia, 33).

Não obstante as repetidas declarações a respeito da imutabilidade da doutrina da Igreja em relação ao divórcio, numerosas igrejas particulares aceitam-no agora através da prática sacramental, e esse fenômeno está em crescimento.

Apenas a voz do Supremo Pastor da Igreja pode evitar definitivamente que no futuro se venha a caracterizar a situação da Igreja dos nossos dias com a seguinte expressão:

“O mundo inteiro gemeu e percebeu com espanto que tinha aceitado o divórcio na prática” (ingemuit totus orbis, et divortium in praxi se accepisse miratus est), recordando um dito análogo com o qual São Jerônimo caracterizou a crise ariana.

Tendo em conta este perigo, que é real, e a ampla disseminação da praga do divórcio dentro da vida da Igreja, que é implicitamente legitimada pelas mencionadas normas e orientações de aplicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia, uma vez que essas normas e orientações de algumas igrejas particulares se tornaram, num mundo globalizado, de domínio público, e uma vez que as muitas súplicas feitas em privado e de modo confidencial ao Papa Francisco, por parte de muitos fiéis e Pastores da Igreja, se mostraram ineficazes, somos forçados a fazer este urgente apelo à oração.

Como sucessores dos Apóstolos, também nos impele a obrigação de levantar a voz quando se encontram em perigo as coisas mais sagradas da Igreja e a salvação eterna das almas.

As seguintes palavras de São João Paulo II, com as quais ele descreveu os ataques injustos contra a fidelidade do Magistério da Igreja, sejam para todos os Pastores da Igreja, nestes tempos difíceis, uma luz e um impulso para uma ação cada vez mais unida: «Não raro, de fato, o Magistério da Igreja é acusado de estar superado já e fechado às instâncias do espírito dos tempos modernos; de realizar uma ação nociva para a humanidade, e inclusive para a própria Igreja. Ao manter-se obstinadamente nas próprias posições — diz-se —, a Igreja acabará por perder popularidade e os fiéis afastar-se-ão cada vez mais dela» (Carta às Famílias, Gratissimam sane, 12).

Ultima Ceia, vitral da catedral de São Egídio, Edimburgo, Escócia
Ultima Ceia, vitral da catedral de São Egídio, Edimburgo, Escócia
Considerando que a admissão dos divorciados ditos “recasados” aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, sem que lhes seja pedido o cumprimento da obrigação de viverem em continência, constitui um perigo para a fé e para a salvação das almas, e ainda uma ofensa à santa vontade de Deus, tendo também em conta que tal prática pastoral, por consequência, jamais pode ser uma expressão da misericórdia, da “via caritatis” ou do sentido maternal da Igreja para com as almas pecadoras, fazemos este apelo à oração profunda solicitude pastoral, para que Papa Francisco revogue de forma inequívoca as orientações pastorais já introduzidas em algumas igrejas particulares.

Tal ato da Cabeça visível da Igreja confortaria os Pastores e fiéis segundo o mandamento que Cristo, Supremo Pastor das almas, deu ao apóstolo Pedro e, através dele, a todos os seus sucessores: «Confirma os teus irmãos» (Lc 22, 32).

Que as vozes de um Papa Santo e de uma Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena, sirvam para todos, na Igreja dos nossos dias, de luz e fortalecimento:

«O erro ao qual não se resiste, será aprovado. A verdade que não se defende, será oprimida» (Papa São Félix III, † 492). «Santo Padre, Deus escolheu-Vos para coluna da Igreja, de modo que sois o instrumento para extirpar a heresia, confundir as mentiras, exaltar a Verdade, dissipar as trevas e manifestar a luz» (Santa Catarina de Sena, † 1380).

No ano 638, quando o Papa Honório I adotou uma atitude ambígua diante da difusão da nova heresia do monotelismo, São Sofrónio, Patriarca de Jerusalém, enviou um bispo desde a Palestina até Roma dizendo-lhe estas palavras:

“Vai à Sé Apostólica, onde estão os fundamentos da santa doutrina, e não cesses de rezar até que a Sé Apostólica condene a nova heresia.” A condenação veio depois, em 649, por obra do Papa santo e mártir Martinho I.

Fizemos este apelo à oração, cientes de que teríamos cometido um ato de omissão caso não o tivéssemos feito. É Cristo, Verdade e Supremo Pastor, Quem nos julgará quando vier.

A Ele pedimos com humildade e confiança que retribua todos os pastores e todas as ovelhas com a coroa imperecível da glória (cf. 1 Pe 5, 4).

Em espírito de fé e com afecto filial e devoto, elevamos a nossa oração pelo Papa Francisco: “Oremus pro Pontifice nostro Francisco: Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius. Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam Meam, et portae inferi non praevalebunt adversus eam“.

Como meio concreto, recomendamos rezar todos os dias esta antiga oração da Igreja ou uma parte do santo rosário com a intenção de que o Papa Francisco revogue de modo inequívoco aquelas orientações pastorais que permitem que os, assim chamados, divorciados “recasados” recebam os sacramentos da Penitência e da Eucaristia sem que cumpram a obrigação de viver em continência.



Os três bispos autores do apelo.
Os três bispos autores do apelo.
18 de Janeiro de 2017, antiga festa da Cátedra de São Pedro em Roma.


+ Tomash Peta, Arcebispo Metropolita da arquidiocese de Santa Maria em Astana

+ Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda

+ Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da arquidiocese de Santa Maria em Astana


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O fogo devora, o teto desaba,
e Cristo reina sobre os elementos descontrolados!

Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé, após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé,
após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Jornalistas da rede de TV CNN coletavam fotos das ruínas causadas por pavorosos incêndios florestais que atingiram Gatlinburg e outras cidades vizinhas no estado de Tennessee, EUA.

Foram contabilizados pelo menos treze mortos, mais de cem feridos, por volta de 1.400 edificações destruídas, em consequência do incêndio que um socorrista qualificou de “apocalipse”.

Mas a equipe ficou atônita diante de uma casa no condado de Sevier reduzida a cinzas fumegantes.

Entre os restos calcinados se mantinha de pé uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, manifestamente envolvida pelas chamas, mas que seguia apontando para as chamas de amor de Seu Coração que nunca se extinguem.

Os cinegrafistas constataram que a imagem era a única coisa que tinha sobrado da casa.

Na mesma semana, Isaac McCord, funcionário do parque temático local Dollywood, encontrou uma página parcialmente queimada de uma Bíblia. Nela podia se ler um versículo do livro de Joel:

“19. Clamo a vós, Senhor, porque o fogo devorou a erva do deserto, a chama queimou todas as árvores do campo;” (Joel 1,19)

Muitos julgaram ver no fato um sinal da realização próxima da advertência do profeta Joel, acompanhada de um apelo à penitência e à conversão:

Detalhe da imagem do Sagrado Coração que resistiu miraculosamente
Detalhe da imagem do Sagrado Coração que resistiu miraculosamente
“1. Tocai a trombeta em Sião, dai alarme no meu monte santo! Estremeçam todos os habitantes da terra, eis que se aproxima o dia do Senhor,

2. dia de trevas e de escuridão, dia nublado e coberto de nuvens. (...)

12. Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.

13. Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige”. (Joel 2, 1-13)

Matéria para meditação no centenário das aparições e anúncios de Nossa Senhora em Fátima em 2017 que está chegando.


O canal KLTV entrevistou a Travis Cogdill filho dos moradores da casa onde foi encontrada a imagem do Sagrado Coração de Jesus impertérrita entre a devastação do incêndio.

Seus pais moraram 43 anos na casa que desapareceu. O incêndio chegou furiosamente. Seu pai é um veterano da guerra do Vietnã, mas ele nunca viu fogo igual.

Eles só puderam pegar alguns objetos de estimação e um objeto da árvore familiar do Natal. Não houve tempo para mais nada. Perderam tudo menos a vida.

Travis, voltou depois ao local, e encontrou seu pai apontando para o que – segundo ele – importa verdadeiramente: a imagem do Sagrado Coração de Jesus ainda permanece em pé.

Em meio às devastações, o amor ardente desse Coração sagrado continua derramando suas bênçãos doces, harmoniosas, ordenadoras e hierarquizantes, para os homens que se debatem atingidos por desgraças a que até podem envolvê-Lo a Ele próprio com satânico – mas impotente – furor.


Vídeo: O fogo tudo calcinou, mas o Sagrado Coração de Jesus ficou em pé